Publicado 19 de Fevereiro de 2014 - 9h11

Por Da redação

Consumo excessivo muda rotina dos fabricantes e das distribuidoras

Del Rodrigues/ Gazeta de Piracicaba

Consumo excessivo muda rotina dos fabricantes e das distribuidoras

A estiagem que atinge Piracicaba está provocando uma demanda anormal nas fontes de água mineral que atendem o município e outras cidades da região. De acordo com empresas do setor, a quantidade de água envazada em galões retornáveis dobrou nestes tempos de altas temperaturas, rios esvaziados e a ameaça de racionamento de água. Duas fontes ouvidas pela reportagem garantem que não há o risco de secarem.

Por causa da grande procura por água potável engarrafada, a produção praticamente dobrou na Aquaplus, informa Maria Raquel Dini, encarregada geral da empresa que atende cerca de 40 distribuidores de Piracicaba e da região.

"Temos dois tanques com capacidade de 75 mil litros cada e uma bomba para abastecê-los 24 horas por dia. E mesmo assim, no fim do dia os tanques ficam quase vazios", declara Maria Raquel.

A Aquaplus, ela diz, limitou o carregamento de 20 caminhões por dia. Cada caminhão transporta de 100 a 1.000 galões e o carregamento só é feito com hora marcada. "Quem chega sem hora marcada espera, no mínimo, seis horas", conta a encarregada.

"A demanda aumentou demais, não conseguimos atender todo mundo. Faz 13 anos que trabalho neste mercado e nunca vi uma situação como essa", afirma Maria Raquel, que afasta qualquer risco de falta d'água na fonte. "As nascentes estão normais, não existe esse risco".

João Roberto Schneider, sócio-diretor da fonte Jorabel Água Mineral, de Rio Claro, diz que as "condições climáticas anormais" pegaram todo o setor de surpresa. "Nem distribuidoras, nem fontes e nem fabricantes de garrafões estavam preparados para essa situação, para esse calor anormal", afirma.

De acordo com o empresário, caminhões que costumavam abastecer uma vez por semana agora vão quase que diariamente à Jorabel. Dependendo do dia, a espera de caminhões na fonte dura de três a seis horas. Lá eles são carregados conforme a ordem de chegada.

"Mudou a rotina da empresa, certamente. Apesar da grande demanda, impus um limite de produção para não haver perda de qualidade da nossa água", comenta, sem dar números.

Tanto a Jorabel quanto a Aquaplus informaram à reportagem que mantiveram seus preços aos distribuidores.

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