Publicado 17 de Fevereiro de 2014 - 18h10

Por Da Agência Anhanguera de Notícias

Trecho do Rio Atibaia próximo à Estação de Captação da Sanasa, na altura da Rodovia D. Pedro I, em Campinas

Élcio Alves/ AAN

Trecho do Rio Atibaia próximo à Estação de Captação da Sanasa, na altura da Rodovia D. Pedro I, em Campinas

A Sanasa pretende construir um reservatório em Campinas para preparar o município e amenizar as consequências de um longo período de estiagem como o atual. Apesar das últimas chuvas, o Sistema Cantareira ainda tem nível baixo, o o que afeta o Rio Atibaia, que abastece 95% da população da cidade. A construção do reservatório foi revelada pelo presidente da Sanasa, Arly de Lara Rômeo, durante a primeira reunião do ano da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Campinas, presidida pelo vereador Luiz Carlos Rossini (PV).

Segundo ele, já foram iniciados os estudos de viabilidade técnica da obra, mas admitiu que ainda não tem o lugar para a instalação da represa, nem estimativas de custos e prazos para a conclusão. O encontro na Câmara teve como objetivo discutir as ações de enfrentamento da situação de estiagem atípica que vem derrubando a vazão dos rios que cortam a região, principalmente, em relação ao Rio Atibaia.

Outras medidas

Rômeo disse ainda que a empresa de economia mista adotará outras medidas para melhorar a eficiência. Entre elas está melhorar o controle de perda do consumo, que hoje está em torno de 19%, reivindicar junto ao governo do Estado acelerar o projeto para a construção de duas represas - em Amparo e Pedreira - que beneficiarão a região e inserir as recomendações da Sanasa nas condicionantes da renovação da outorga do Sistema Cantareira e um planejamento de abastecimento para os anos de 2015 a 2018.

Para o presidente da empresa, a crise no abastecimento ocorreu por três fatores que estão interligados: altas temperaturas, baixo nível de chuvas e a queda no nível das represas do Sistema Cantareira.

 

 

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