Publicado 14 de Fevereiro de 2014 - 5h00

Por Maria Teresa Costa

Mais uma cidade na região de Campinas entrou em racionamento de água, ampliando para cerca de 462 mil o número de pessoas com restrições no fornecimento. Santo Antônio de Posse, com 21,9 mil habitante, passou a cortar o fornecimento entre 7h e 16h, por causa da baixa vazão do Rio Camanducaia e do Córrego Benfica, responsáveis pelo abastecimento da cidade. Já adotaram o racionamento as cidades de Valinhos, Vinhedo, São Pedro e Cosmópolis.

Em Vinhedo, que é abastecida por 36 reservatórios, o fornecimento vem sendo interrompido toda vez que há aumento de consumo. A empresa de abastecimento, a Sanamento Básico Vinhedo (Sanebavi) está fazendo o monitoramento do consumo da população e cortando o fornecimento por três a quatro horas nas regiões onde há aumento de uso da água.

Dividida em grupos

Valinhos foi dividida em sete grupos e cada um deles fica sem água duas vezes por semana, por 18 horas, entre 10h e 4h do dia seguinte. Além do racionamento, Valinhos implantou medidas que incluem penalização com multa de R$ 336,00 - dobrando no caso de reincidência - às pessoas flagradas pelos fiscais molhando jardins e quintais, lavando calçadas, tanto residenciais quanto comerciais e lavagem de veículos em residência.

Cosmópolis entrou em esquema de racionamento no início da semana depois de ter ficado sem energia elétrica na estação de tratamento entre 19h e 3h. Com a paralisação, a cidade decidiu adotar o racionamento, com parada no fornecimento de água das 22h às 7h, intercalando diariamente as duas áreas em que a cidade foi dividida. "A situação é preocupante e estamos monitorando as vazões o tempo todo", disse o secretário de Saneamento Básico, Vital Caió Filho.

São Pedro

A cidade de São Pedro faz racionamento durante quatro horas por dia, porque mesmo com alertas em carros de som, cartazes e divulgação na mídia local, a autarquia da Prefeitura de São Pedro encontra dificuldade em conscientizar os moradores sobre o consumo racional.

Na capitação do bairro Santana, o nível do Rio Pinheiros, que abastece 60% do município, está 40% abaixo da média de sua capacidade. Sem chuvas, o racionamento prossegue diariamente, das 13 às 17 horas. "Hoje fazemos a captação, o tratamento e a distribuição de 12 milhões de litros de água por dia, o que significa 375 litros por pessoa no dia", explicou o diretor da Saaesp (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro), Sérgio Jorge Patrício.

Sensibilização

Cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) estão lançando mão de toda forma de comunicação para sensibilizar a população a economizar água. Em Jaguariúna, por exemplo, que capta no Rio Jaguari, carros de som estão nas ruas alertando para a necessidade de usar a água de forma consciente e possivelmente nesta-feira (14) será iniciada a distribuição de folhetos com orientações e esclarecimentos sobre o momento crítico que toda a região passa.

Jaguariúna, segundo Luciana Souza, do departamento de água da cidade, disse que o monitoramento da vazão do rio é constante, mas ainda é possível captar a água. "Precisamos que a cidade economize" , afirmou.

Em Artur Nogueira, a situação é preocupante e campanhas de redução de consumo também estão nas ruas. Segundo o diretor do Serviço de Água e Esgoto (Saean), Edson Facioloto, o que salva a cidade é a independência do Sistema Cantareira, "Temos pequenas barragens, mas que estão com volume reduzido. Mesmo assim, conseguimos captar. Mas a população tem que economizar" , afirmou.

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Maria Teresa Costa