Publicado 13 de Fevereiro de 2014 - 9h21

Por Maria Teresa Costa

A adutora deverá transferir água do Rio Jaguari para a estação de captação da Sanasa, em Campinas

Cedoc/RAC

A adutora deverá transferir água do Rio Jaguari para a estação de captação da Sanasa, em Campinas

No meio da maior crise hídrica que atinge a Bacia PCJ, com cinco cidades em racionamento de água, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou de utilidade pública uma área de 11,9 quilômetros quadrados em Pedreira, Campinas e Amparo para a implantação de duas barragens que ampliarão a oferta de água em 13,8m3/s para a região de Campinas, segundo o governo do Estado.

Essa vazão é o dobro daquela que foi anunciada no ano passado, quando o governo optou por construir as barragens.

O reservatório será um miniCantareira, mas deverá dar tranquilidade de oferta de água apenas em 2018, prazo de conclusão das obras. O custo estimado é de R$ 500 milhões.

Segundo o governo do Estado, a barragem de Pedreira será construída no Rio Jaguari e ocupará uma área de 4,3 quilômetros quadrados entre Pedreira e Campinas e, segundo o projeto básico do empreendimento, terá capacidade para armazenar 26,3 milhões de metros cúbicos — com uma vazão média de 7,3m3/s.

A outra represa, a Duas Pontes, será construída no Rio Camanducaia, em Amparo, com capacidade para 41 milhões de metros cúbicos. Ela ocupará uma área de 7,6 quilômetros quadrados e vazão regularizada de 6,5m3/s.

“As barragens serão construídas abaixo do complexo Cantareira e têm por objetivo criar uma reserva hídrica estratégica na bacia do PCJ, com uma vazão regularizada de 13,8m3/s, muito superior aos 5m3/s que são disponibilizados atualmente pelo Sistema Cantareira”, disse o superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) Alceu Segamarchi Jr.

O Daee iniciou o processo de licitação para o desenvolvimento dos projetos executivos e EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental) para os novos reservatórios. A previsão é de que a licitação seja concluída em abril.

Os projetos desses reservatórios são financiados pela Refinaria de Paulínia (Replan), como contrapartida à autorização para captar mais água do Jaguari e assim poder atender às necessidades futuras.

Para elevar a capacidade de processamento de petróleo nacional e seus derivados, reduzindo o teor de enxofre nos produtos, a empresa está investindo US$ 1,29 bilhão. A Replan vai precisar retirar mais 503 metros cúbicos de água por hora do Rio Jaguari.

Atualmente a refinaria tem outorga do Daee para captação horária de 1,87 mil m3 e quer ampliar para 2,4 mil m3.

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