Publicado 13 de Fevereiro de 2014 - 8h08

Por Adriana Ferezim

Uma empresa de Piracicaba, que tem consumo médio de 10 galões de água mineral por mês, passou a comprar 15 para atender funcionários e clientes, desde janeiro. "Tivemos de aumentar a compra em 50% por causa do calor excessivo", afirmou a gerente administrativa Andreia Figueiredo.

Como esse estabelecimento, as residências também passaram a consumir mais água e as vendas aumentaram de 30% a 100% nas distribuidoras da cidade.

"Os galões que chegam da fonte vão direto para os caminhões de entregas. Estamos conseguindo atender todos os clientes, não temos falta de água, mas ocorre de demorar um pouco para a água chegar até o cliente", disse o gerente da distribuidora UBA, Eduardo Bambozzi Orlando.

Na comparação com o verão de 2013, as vendas de água aumentaram 70%, informou Maria de Fátima Ferreira Cancilieri, de uma distribuidora do Bairro Alto. "Para atender os clientes e os novos que nos procuram porque não encontram água em alguns locais, tive de comprar mais galões".

Ela contou que trabalha com três marcas de água e oferece a bebida em galões, garrafas e copos descartáveis. "Tudo está sendo vendido. O que chega das fontes, acaba", afirmou.

Para o proprietário de uma distribuidora da Vila Rezende, a venda de água praticamente dobrou. "Geralmente em janeiro e início de fevereiro é uma época ruim de vender porque muitas pessoas estão viajando e cai o movimento. Mas, neste ano, as férias não atrapalharam por causa do clima que está muito quente. A venda quase dobrou", contou Henrique José Turetta.

Ele contou que todos os dias precisa definir uma logística de entrega eficiente para atender todos os pedidos. Para isso conta com a experiência de 30 anos no mercado.

Ele afirmou que tem clientes do comércio, indústria, residências e recentemente tem atendido até distribuidoras que eventualmente ficam sem água e procuram o produto na sua empresa.

"Consigo atender todos que procuram água. Trabalho com duas marcas, mas a prioridade da entrega é para os clientes antigos e as indústrias que têm muitos funcionários e não podem ficar sem água", comentou.

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