Publicado 12 de Fevereiro de 2014 - 12h38

Por Maria Teresa Costa

O poço profundo do Jardim Colina em Americana, que ficou sem água devido á estiagem prolongada

Divulgação

O poço profundo do Jardim Colina em Americana, que ficou sem água devido á estiagem prolongada

Além dos poços mais rasos, a seca está também atingindo os profundos. Em Americana, o poço do Jardim Colina, que tem 120 metros de profundidade, secou e disparou o alerta na cidade para as drásticas consequências que virão com o rebaixamento do lençol freático profundo, uma vez que a cidade utiliza 30 desses poços no abastecimento público.

O Departamento de Água e Esgoto (Dae) informou que vai realizar uma avaliação técnica mais aprofundada para estudar as reais condições do poço e as medidas que devem ser tomadas para que volte (se possível) a produzir água. Seguindo a empresa, Americana utiliza água de dois lençóis freáticos, o Itararé e o Tubarão, sendo que 30 poços do DAE estão no sistema Itararé. A cidade tem poços de 96m até 330m.

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A diretora-geral do DAE, Claudete Alves Pereira, disse que o poço da Colina fica a 120m de profundidade e está sofrendo as consequências da falta de chuva. “Esse está entre os poços mais rasos. Minha preocupação é que, se continuar esse clima de estiagem, outros poços possam secar”, afirmou. A cidade tem mais poços na mesma profundidade ou mais rasos que o da Colina. O poço da Colina passou por manutenção ano passado, inclusive com troca de bomba.

Em Campinas, poços de sete, oito metros de profundidade estão secando e deixando a população que utiliza água subterrânea desabastecida. O Correio mostrou ontem que sítios e condomínios em Barão Geraldo já vivem o drama de ter que contratar caminhão-pipa para ter água ou então pedir socorro a vizinhos que possuem poços mais profundos.

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Maria Teresa Costa