Publicado 11 de Fevereiro de 2014 - 10h15

Por Maria Teresa Costa


As obras de construção do novo acesso ao Aeroporto Internacional de Viracopos estão interrompidas por falta da licença ambiental, uma exigência da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

A concessionária do aeroporto, a Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), tinha o entendimento que o acesso estava licenciado, junto com as obras de ampliação, mas a Cetesb quer uma análise ambiental própria para o acesso.

Para isso, a ABV está buscando manifestação da Prefeitura sobre a ausência de impedimentos para a obra, para seguir com o licenciamento.

“Paramos a construção para atender o órgão ambiental”, afirmou o presidente da ABV, Luiz Alberto Küster.

Movimentação no canteiro de obras do acesso a Viracopos, em janeiro: ação paralisada à espera de licença

Créditos: Rodrigo     Zanotto/17jan2014/Especial para AAN

A via ficará 30 metros à esquerda do atual acesso, no sentido aeroporto.

A proposta inicial previa esse acesso a 300 metros do atual. A mudança ocorreu em função de alterações no projeto de ampliação do aeroporto para os próximos 30 anos. Mas há problemas pela frente: sem a reintegração de posse de áreas ocupadas às margens da rodovia, ocupadas por cerca de cem famílias, a ABV terá que esperar a desocupação para construir um novo viaduto na Santos Dumont. Enquanto isso não ocorre, os motoristas irão chegar e sair de Viracopos usando o atual acesso.

“Vamos construir um eixo monumental, teremos um terminal para 14 milhões de pessoas, mas o trânsito vai chegar ao mesmo viaduto, porque a reintegração posse ainda está na Justiça”, disse Küster.

Há 120 famílias que precisarão deixar a área, já desapropriada.

Elas estão nos bairros Cidade Singer e Colúmbia e há uma ação de reintegração de posse a espera de decisão judicial.

Küster disse que a concessionária está disposta a pagar pela infraestrutura que foi implantada nos terrenos pelos proprietários e a custear um ano de aluguel para quem é inquilino nas casas da área.

Uma parte da obra começou, para a implantação de um viaduto dentro do aeroporto, próximo à rotatória.

O plano prevê implantar os cerca de quatro quilômetros de via para estabelecer um sistema binário no aeroporto, utilizando o acesso atual para quem chega a Viracopos e a nova via, para quem sai.

A avenida atual, que é uma continuação da Rodovia Miguel Melhado, está no limite da capacidade.

“É notório que a avenida que dá acesso ao aeroporto está no limite. Nosso aeroporto tem crescido em torno de 7% ao ano. Já somos o sexto do País, ultrapassamos o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e o volume de passageiros cresce de forma exponencial”, disse Küster.

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