Publicado 10 de Fevereiro de 2014 - 8h47

Por Bruno Bacchetti

Concessionária Renovias contém fogo na Rodovia Doutor Governador Adhemar Pereira de Barros

Edu Fortes/AAN

Concessionária Renovias contém fogo na Rodovia Doutor Governador Adhemar Pereira de Barros

A ausência de chuvas e o aumento das temperaturas no início do ano na Região Metropolitana de Campinas (RMC) anteciparam o período de estiagem, que normalmente ocorre a partir de julho. Com isso, o risco de incêndios e queimadas ambientais, principalmente as intencionais, já deixaram a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros em alerta.

A vegetação seca é um barril de pólvora e qualquer faísca pode se transformar em um incêndio de grandes proporções e graves consequências.

O diretor da Defesa Civil regional, Sidnei Furtado, afirma que ainda não foram registrados incêndios de grandes proporções nas áreas de mata.

Segundo ele, as ocorrências mais comuns têm sido as queimadas intencionais com o objetivo de incinerar lixo ou mato seco.

No entanto, se esses focos de incêndios não forem apagados rapidamente podem se alastrar e atingir residências ou rodovias.

“Estamos em um período atípico e há tempos não temos uma situação dessa em janeiro e fevereiro. Estamos preocupados, mas até o momento nas áreas de mata não tivemos queimadas significativas. O problema são os incêndios intencionais, que a pessoa coloca fogo para limpeza de terreno e lixo. Com a folhagem seca, o fogo pode se propagar”, explica o diretor da Defesa Civil Regional, Sidnei Furtado.

“Isso acaba agravando ainda mais os problemas de poluição ambiental”, completa.

Na última quarta-feira, o Grupo RAC flagrou um incêndio em um canavial em Cosmópolis, próximo à Usina Ester.

Segundo os funcionários da usina, o forte calor levou várias pessoas até a represa para se refrescarem, e o incêndio provavelmente foi causado por uma bituca de cigarro atirada na vegetação seca.

As chamas consumiram boa parte do canavial rapidamente e os bombeiros da usina tiveram muito trabalho para apagar o fogo. A fumaça preta tomou conta do local e o calor próximo ao canavial era insuportável.

No mesmo dia, a reportagem registrou outro incêndio, na vegetação localizada na margem da Rodovia Adhemar de Barros (SP-340), em Campinas.

A concessionária Renovias agiu rápido e apagou o fogo antes que consumisse toda a vegetação e invadisse a rodovia. Um trecho da pista foi interditado, deixando o tráfego carregado.

De acordo com Furtado, os incêndios na margem das rodovias são perigosos e podem causar sérios acidentes de trânsito por causa da fumaça que atrapalha a visão dos motoristas.

“As queimadas intencionais têm sido uma prática bastante complicada principalmente nas rodovias. Dependendo da intensidade pode causar acidentes e até mortes, porque dificulta a visibilidade”, diz.

O diretor da Defesa Civil alerta a população para não tentar controlar o fogo em caso de incêndio e acionar os órgãos competentes o mais rápido possível.

“Qualquer anormalidade a população deve chamar o Corpo de Bombeiros através do telefone 193. Se o incêndio for na rodovia, deve ligar para a concessionária, e para a Prefeitura no caso do terreno ser particular”, explica Furtado.

PONTO DE VISTA 

Difícil trabalho de combater as chamas 

Ponteo de Vista: Bruno BachettiAo percorrer as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) a fim de constatar o prejuízo dos produtores rurais por causa da falta de chuva, a reportagem do Grupo RAC se deparou com uma queimada em um canavial em Cosmópolis, próximo da Usina Ester.

Minutos depois, um caminhão-pipa da usina chegou ao local para apagar o fogo. Junto com o repórter fotográfico Edu Fortes, subimos no caminhão para acompanhar o trabalho da brigada de incêndio.

O município não conta com uma equipe do Corpo de Bombeiros, por isso o trabalho foi feito por funcionários da usina.

Para alcançar as chamas que consumiam o canavial amarelado pela seca, o caminhão entrou no meio do incêndio.

O calor em meio ao fogo é insuportável, e a fumaça preta exalada pela queima da cana-de-açúcar deixa a visão embaçada. Recorri a uma saída de água existente no caminhão para aplacar o calor e facilitar a respiração.

Enquanto o “bombeiro” acionava a mangueira de água para apagar um foco de incêndio, outro surgia, num verdadeiro serviço de “enxugar gelo”.

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Bruno Bacchetti