Publicado 06 de Fevereiro de 2014 - 19h04

Por Moara Semeghini

Foco de incêndio em terreno do Parque Padro, em Campinas: tempo seco e quente

Eliane Santos/AAN

Foco de incêndio em terreno do Parque Padro, em Campinas: tempo seco e quente

O ano de 2014 já é o mais seco dos últimos 25 anos em Campinas, com média de chuva de 152,7 milímetros em janeiro, segundo dados do Centro de Pesquisas Metereológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp - a medição na cidade teve início no segundo semestre de 1988. A média histórica de chuvas para o mês é de 280 milímetros. Além do tempo seco, a cidade também vem batendo recordes diários de temperatura. Nesta quinta-feira (6), os termômetros marcaram 37 graus, contra os 36.8 graus de quarta. A sensação térmica chegou a casa dos 44 graus.

Em 2013, até então considerado o ano mais seco desde que se iniciaram as medições do Cepagri, foi registrada a média de 280 milímetros de chuva. Em dezembro, o índice de chuva foi de 82 milímetros, muito abaixo da média esperada, que é de 204 milímetros.

Outro número que impressiona neste Verão  é o aumento das queimadas devido ao tempo excessivamente quente e seco. Em janeiro deste ano, as ocorrências de focos de incêndio e queimadas em Campinas aumentaram cerca de 457% em comparação ao mesmo período de 2013, segundo informação do Corpo de Bombeiros.

Foto: Eliane Santos/AAN

Terreno localizado Parque Padro, em Campinas: queimada faz mal à saúde de moradores

Terreno localizado Parque Padro, em Campinas: queimada faz mal à saúde de moradores

No ano passado,  foram seis ocorrências de incêndios em terrenos baldios contra 36 deste ano; oito queimadas em vegetação contra as 42 registradas pelos Bombeiros até agora.

Segundo o coordenador regional da Defesa Civil, Sidnei Furtado, os incêndios são provocados, em sua maioria, pela ação do homem e, portanto, podem ser evitados. "'Há uma tendência forte de pessoas provocarem queimadas para eliminar o mato alto em terrenos baldios", explica ele. Além do perigo – pois os terrenos muitas vezes estão localizados à beira de rodovias a saúde das pessoas é prejudicada com a piora na qualidade do ar, que já está seco. 

Os moradores do Parque Prado foram surpreendidos na madrugada da quarta-feira (5) com uma grande queimada num terreno.  "Acordei pois não conseguia respirar direito, já que o apartamento estava com todas as janelas abertas devido ao calor", disse a moradora Lia Rodrigues.

Segundo ela, outras pessoas do prédio passaram mal e o Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar o fogo. "Além de passar mal, meu apartamento, que fica do lado oposto do terreno, encheu de fuligem", completou Lia. Ainda nesta quinta-feira (6) o fogo podia ser visto no terreno.

Foto: Leandro Ferreira/AAN

Homem se molha na praça Carlos Gomes, em Campinas: calor escaldante

Homem se molha na praça Carlos Gomes, em Campinas: calor escaldante

Os recordes em relação ao clima em Campinas não param por aí. Além de 2014 ser o ano mais seco da história (e o mês de janeiro, o mais quente), a temperatura na cidade bateu novo recorde nesta quinta-feira (6), com temperatura máxima de 37 graus às 16h20, batendo o recorde desta quarta (5), que foi de 36,8 graus.

 

 

A sensação térmica está em 44 graus, já que a umidade do ar está em 32%. "Esta deve ser a semana mais quente do ano, com a média das temperaturas máximas chegando a até 37 graus. Isso está relacionado ao acúmulo de semanas com temperaturas elevadas", explicou a diretora do Cepagri, Ana Maria Ávila. 

 

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