Publicado 05 de Fevereiro de 2014 - 19h55

Por Moara Semeghini

Queimada às margens da Estrada da Rhodia, em Barão Geraldo, em setembro de 2013

Dominique Torquato/AAN

Queimada às margens da Estrada da Rhodia, em Barão Geraldo, em setembro de 2013

Além das altas temperaturas que não param de bater recordes em Campinas, o ar seco e a baixa umidade estão contribuindo para o aumento de queimadas. Nesta quarta-feira (5) a temperatura passou novamente de 36 graus e foi a 36,8 graus

Somente nesta terça (4) o Corpo de Bombeiros registrou 17 ocorrências de incêndio na cidade. De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil, Sidnei Furtado, os incêndios são provocados, em sua maioria, pela ação do homem e, portanto, podem ser evitados. 'Há uma tendência forte de pessoas provocarem queimadas para eliminar o mato alto em terrenos baldios', explica ele. Além do perigo – pois os terrenos muitas vezes estão localizados à beira de rodovias – a saúde das pessoas é prejudicada com a piora na qualidade do ar, que já está seco.

Estado de alerta

Nesta terça (4), a Defesa Civil de Campinas decretou estado de alerta na cidade devido ao baixo índice de umidade do ar (abaixo de 20%). A umidade chegou aos 18,1%, às 16h40, segundo a estação meteorológica do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Nesta quarta (5), a situação parece estar um pouco melhor e a previsão do Cepagri é de que a mínima chegue a 24.8% às 18h20.

Recordes de calor

Nesta terça-feira (4), a cidade já havia batido recorde de dia mais quente de 2014 com a temperatura máxima de 36,5°C às 16h20. O nível de de Ultra Violeta continua elevado, pode chegar a 14 (índice mais alto), durante o período entre 10 e 15h. Nesta quarta, os termômetros atingiram a casa dos 36.8°C às 16h10, segundo Centro de Pesquisa Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp.

Esta também poderá ser a semana mais quente do ano em Campinas, com a média das temperaturas máximas podendo chegar a 35°C, segundo informações da diretora do Cepagri, Ana Maria Ávila. De acordo com ela, isso está relacionado ao acúmulo de semanas com temperaturas elevadas.

A temperatura mais alta do dia sempre é registrada às 17h. De acordo com a diretora do Cepagri, a meteorologista Ana Maria Ávila, apesar do horário de maior intensidade do Sol ser por volta das 13h (no Horário de Verão). Ela explica que a radiação solar máxima ocorre neste horário e o solo é aquecido por horas, por isso, no fim da tarde o calor é tão intenso.

Cuidados

O diretor da Defesa Civil, Sidnei Furtado, ressaltou que a população deve ter cuidados redobrados com neste caso, principalmente: evitar a exposição solar entre às 10h e 17h, umidificar ambientes e não provocar queimadas.

Nestes dias de sol forte e calor intenso, os cuidados com a hidratação devem ser redobrados, principalmente para os idosos. Segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Salo Bucksmann, os casos de desidratação aumentam mais de 50% nesta época do ano e é preciso ficar atento aos principais sintomas, que são tonteira, dor de cabeça, boca seca e diarreia.

 

Veja também

Escrito por:

Moara Semeghini