Publicado 20 de Fevereiro de 2014 - 10h06

Por Marcelo Rocha

Eliana levantou os foliões das cadeiras interpretando marchinhas que marcaram época

Del Rodrigues/ AAN

Eliana levantou os foliões das cadeiras interpretando marchinhas que marcaram época

A largada do carnaval piracicabano já foi dada. Na tarde de quarta-feira (19), no ginásio do Sesc Piracicaba, um animado e colorido baile foi comandado pela cantora Eliana Pittman, que botou cerca de 800 foliões da terceira idade para dançar ao som de sambas, sambas-enredo e marchinhas.

O evento - denominado “Carnaval Não Tem Idade” - integra a grade de programação do projeto social que há 50 anos a instituição desenvolve junto a idosos.

Caravanas e grupos de cidades como São Pedro, Águas de São Pedro, Elias Fausto, Jumirim, Pereiras, Rio Claro, Tietê, Porangaba, Leme, Cesário Lange e Santa Gertrudes compunham a plateia, além, claro, de piracicabanos. Entre eles, aliás, havia um animado grupo de 40 moradores do Lar dos Velhinhos.

Conhecida como “rainha do carimbó”, aos 68 anos a cantora Eliana Pittman está em forma. Ágil e comunicativa, domina o palco com facilidade após os 53 anos de carreira.

“Esse aqui (enquanto aponta para o seu empresário) está tirando o meu coro, só me faz trabalhar”, disse à reportagem da Gazeta ainda no camarim, pouco antes de entrar no tablado. Nesse período carnavalesco ela ainda fará apresentações nas unidades do Sesc em Ribeirão Preto e Campinas.

Quando entoou marchinhas como “Lata d'água”, “Recordar”, “Festa para Um Rei Negro (Pega no Ganzê)” e “Oba (bafo da Onça), num pout-pourri que foi o abre-alas do show, fez muita gente levantar da cadeira e cair no samba.

“Sempre gostei do trabalho e da voz dela”, disse Helena Cita Garcia, 60, moradora de São Pedro que, fantasiada, caiu na folia e até subiu no palco para dançar com Eliana Pittman.

Quem também dividiu o palco com a veterana cantora foi a aposentada Mercedes Silva Amaral, 77, que trajava uma fantasia de pierrô apaixonada e empunhava um estandarte. “Gosto de marchinhas, sambas e sambas modernos. Esse tipo de evento além de nos divertir promove o intercâmbio com outras cidades”, elogiou.

“Quem disse que vida de idoso é só ficar com dor e tomar remédio?”, questionou Adriano Antonio da Costa, técnico em programação do Sesc Piracicaba que foi o mestre de cerimônias da atividade na tarde de ontem.

Plateia

Antes do início do show, a cantora Eliana Pittman também participou de um descontraído bate-papo com o público.

A artista falou sobre o início de sua carreira, o pai (o saxofonista norte-americano Booker Pittman, que tocava com Louis Armstrong), a paixão pelo carnaval, pelo carimbó e os anos que morou no exterior, em países como Estados Unidos e França.

Questionada sobre qual seria um sonho futuro, Eliana Pittman afirmou que “nesse momento é produzir um DVD”. Depois ela justificou a preferência pelo formato audiovisual digital.

“Hoje, a música é muito mais visual do que sonora. E isso é um legado do senhor Michael Jackson, que transformou o mercado da música. Ele era um gênio, sabia tudo”.

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Marcelo Rocha