Publicado 23 de Fevereiro de 2014 - 5h00

Por Marita Siqueira

A plataforma da Estação Cultura tem capacidade para receber até 5 mil pessoas em shows e eventos

Leandro Ferreira/AAN

A plataforma da Estação Cultura tem capacidade para receber até 5 mil pessoas em shows e eventos

Artistas, coletivos e movimentos culturais mapearam, em conjunto com a Coordenadoria da Estação Cultura de Campinas Antônio da Costa Santos, as necessidades, desejos e propostas de utilização do espaço em duas reuniões ocorridas na terça e quarta-feira passadas.

 

Esse encontro, chamado A Estação Cultura que Queremos, foi convocado pela nova coordenadora do local, Maria Cecília Pires de Campos (ela assumiu o posto em 6 de janeiro), com o objetivo de conhecer a demanda e dar início às ações do seu primeiro projeto: a elaboração de Laboratório de Produção Cultural, que visa potencializar e desenvolver projetos artísticos para serem realizados na cidade e que ocupem também a Estação Cultura.

 

O retorno obtido no encontro foi positivo e não surpreendeu Maria Cecília. Segundo a coordenadora, as reivindicações levantadas são ligadas à infraestrutura e ao agendamento. “Coisas previsíveis, melhorias e reparos que precisam ser feitos”, diz ela, citando a reforma do banheiro na plataforma, projeto de acessibilidade e a adequação dos espaços disponíveis às diferentes linguagens artísticas. Quanto à agenda, ela afirma que está num processo de reestruturação para que se torne mais visível. “Foi o primeiro passo. Fiquei feliz e animada com a presença das pessoas a fim de debater o assunto.”

 

Nos dois dias do encontro, foi registrada a participação de 75 pessoas. “Deu para reafirmar o caráter da Estação, que é a diversidade”, diz. Atualmente, existem nove espaços disponíveis para ações artísticas na antiga estação ferroviária, desde pequenas salas até a plataforma, que comporta até 5 mil pessoas. “Tem bastante coisa acontecendo aqui. Aos sábados, a plataforma chega a ser usada por cinco grupos de dança simultaneamente, sem conflito. Temos a intenção, também, de fazer um festival para que todos os que usam o espaço possam se apresentar. E, claro, que seja feita uma boa divulgação dos eventos. A comunicação é fundamental.”

 

O próximo passo será a apresentação, para os artistas, da proposta de melhorias numa reunião agendada para 12 de março. Depois, serão feitos os processos formativos, atendendo à burocracia da máquina pública. Vale lembrar que há dois anos o cargo de coordenador da Estação Cultura estava vazio.

Laboratório

 

O Laboratório de Produção Cultural será o primeiro dos projetos liderados por Maria Cecília na Estação Cultura. Ela pretende estimular a produção de ações culturais, auxiliando no desenvolvimento e elaboração das propostas. “O Laboratório é uma metodologia para potencializar ações conjuntas com a população. Fornece assessoria para a elaboração de projetos e cursos com convidados da própria Secretaria de Cultura.”

Escrito por:

Marita Siqueira