Publicado 23 de Fevereiro de 2014 - 5h00

O aconselhamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) para que a Câmara de Campinas estabeleça critérios na concessão de bolsas de estudos a seus funcionários e dependentes ainda não gerou efeito na Casa. O apontamento foi feito pelo órgão no parecer que reprovou as contas de 2009 do vereador Aurélio José Cláudio (PDT), na época presidente. O benefício continua em vigor e o Legislativo cumpre o que está estabelecido numa lei de 1976.

Gastos

Pela lei, a bolsa de estudos para os funcionários da Câmara funciona assim: cada um paga metade, uma parte é do funcionário e outra da Casa. Em 2009, quando Aurélio esteve no comando do Legislativo, o gasto com o benefício foi de R$ 271 mil. Os servidores pagaram R$ 135 mil. No ano passado, já sob o comando de Campos Filho (DEM), a Câmara aplicou R$ 379 mil. Além dos funcionários, a família deles também pode ser beneficiada.

Adequações

 

A Câmara informou que o benefício da bolsa de estudos está dentro da legalidade e do que prega a Constituição e que não existe previsão de mudanças nos critérios.

Tranquilo

 

Aurélio informou que está tranquilo em relação a reprovação de suas contas e que vai apresentar sua defesa no que se refere ao número de comissionados na Casa. O pedetista informou que na sua gestão iniciou as articulações para a realização de concurso público. Mas o alto valor que a criação de cargos iria gerar causou embate político.

Vereador sim!

 

A propósito, na reportagem publicada pelo Correio na última sexta-feira, Aurélio apareceu como ex-vereador em um trecho, quando na realidade o correto seria ex-presidente. O pedetista diz que está focado no seu trabalho de parlamentar e reafirma que não tem interesse em ser candidato este ano.

Dilma de Campinas

 

A secretária de Habitação, Ana Amoroso, tem defensores ferrenhos. E eles descrevem seu estilo de comando no governo como centralizador. Alguns chegaram até a compará-la com a presidente Dilma Rousseff. O vereador André Von Zuben (PPS) está entre os atestam sua qualificação para o cargo.

Preparação

 

O PMDB fez na última semana uma reunião ainda com a executiva provisória para tratar da eleição do diretório definitivo. A chapa que será encabeçada pelo atual presidente, Fernando Garnero, já ganhou até um nome: Unidade e Transparência. O pleito será dia 26 de abril e o atual comando informa que todos estão convidados a participar e a inscrever suas chapas.

Tudo na paz

 

O deputado federal Gustavo Petta (PCdoB) disse que sua primeira semana em Brasília foi tranquila e que conversou com Guilherme Campos (PSD), Carlos Sampaio (PSDB) e Renato Simões (PT). Petta é, inclusive, vizinho de gabinete de Campos. O comunista está empolgado e provavelmente vai integrar a Comissão de Educação da Casa.

A prisão do delator

O ex-deputado Roberto Jefferson, delator do mensalão, espera sua prisão desde a última sexta-feira, quando houve a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de decretar a pena em regime semiaberto. Desde então, uma equipe da Polícia Federal (PF) aguarda na porta da casa de Jefferson para cumprir o mandado. Segundo a PF, o documento só chega na segunda-feira. O ex-deputado deve ganhar mais algumas horas de liberdade plena enquanto espera o desfecho do seu caso.