Publicado 22 de Fevereiro de 2014 - 5h00

O corte no Orçamento da União, na ordem de R$ 44 bilhões anunciados pelo governo esta semana, deixou muitos prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) de cabelos em pé. Isso porque existe uma previsão de redução nos recursos destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) calculada em R$ 7 bilhões. Campinas, por exemplo, espera abocanhar mais uma fatia de recursos federais este ano para um novo programa de pavimentação.

 

Tranquilidade

 

O corte anunciado pelo governo federal reduz a verba do PAC de R$ 61,4 bilhões para R$ 54,4 bilhões. O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), afirmou que mesmo com a redução, a cidade ainda espera contar com esse dinheiro, principalmente no PAC da Pavimentação. O peessebista disse também que, dentro desse cenário, a manutenção dos recursos destinados à Saúde e Educação deixa a situação mais amena.

 

Quem domina?

 

A secretária de Habitação de Campinas, Ana Amoroso, contestou a nota publicada na edição de sexta-feira (21) por esta coluna. A nota informou que a chefe da pasta foi econômica em suas palavras na audiência realizada na Cãmara e relembrou que sua nomeação foi polêmica, pois muitos servidores creditam a ela a função de testa de ferro de outro integrante do PPS, o cacique da legenda em Campinas, João Leopoldino.

Resposta 1

Ana pediu direito de resposta e, em nota, ressalta que o “o comentário feito à minha pessoa (Ana Amoroso), além de maldoso, configura-se como um ataque pessoal e fere diretamente minha idoneidade.”

Resposta 2

 

A secretária alegou que tem conhecimento técnico para ocupar a vaga. Ana também ressaltou que atua na Cohab e na Prefeitura desde 2003. “Tenho experiência acumulada no serviço público, com atuação na Prefeitura Municipal de Artur Nogueira, e na iniciativa privada, quando atuei em empresas dos setores de construção civil e topografia.”

Testa de ferro

 

A secretária disse que recebe com humildade a crítica de ter falado pouco na audiência, mas não aceita de forma nenhuma ser chamada de testa de ferro. “No entanto, não posso aceitar a “pecha” de testa de ferro”. Primeiro, por conta de minha qualificação profissional, segundo porque testa de ferro, conforme o Dicionário Aurélio, significa “Indivíduo que se apresenta como responsável por empreendimento ou atos de outrem, homem de palha, títere, boneco articulado de madeira ou pano, fantoche, marionete” e outros adjetivos cuja conotação repudio, porque não condiz com minha experiência, conhecimento profissional e personalidade”, disse.

A propósito

Ana Amoroso teve uma reunião que durou horas nesta sexta-feira para discutir o assunto com João Leopoldino.

 

Água

 

O deputado federal Guilherme Campos (PSD) esteve nesta semana com o presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu. Eles discutiram a necessidade de um racionamento imediato em São Paulo para evitar um colapso no abastecimento de água na região "Várias ações de médio prazo tem que acontecer, mas não existe nenhuma outra ação de curto prazo que dê segurança para enfrentar o período de estiagem a não ser o racionamento", afirmou Campos. Para a deputado, a demora em decretar o racionamento está atrelada a questões políticas.

 

 

Colaborou Bruna Mozer/AAN