Publicado 18 de Fevereiro de 2014 - 22h15

Por Carlo Carcani

O jornalista Carlo Carcani Filho

Ércia Dezonne/AAN

O jornalista Carlo Carcani Filho

Mais provocador do que nunca, José Mourinho anda atirando para todos os lados. Já provocou o Manchester City e depois definiu Arsène Wenger, técnico do Arsenal, como um “especialista em fracassos”. Não satisfeito, virou sua língua para a Catalunha e afirmou que esse é o pior Barcelona dos últimos anos.

A vantagem do Barça sobre os outros gigantes da Europa já foi maior e isso não se discute. Sob o comando de Pep Guardiola, a equipe não foi apenas uma das melhores do mundo. Foi uma das melhores da história.

Hoje não tem o mesmo brilho, mas ainda é o Barcelona. Há dois anos não consegue o título da Liga dos Campeões, mas há seis temporadas figura entre os quatro melhores. Nesse período, ergueu a taça em 2009 e 2011.

Nesta terça-feira, o time deu um passo importante rumo às quartas de final. Bateu a excelente equipe do Manchester City por 2 a 0 na Inglaterra e agora pode até perder por um gol de diferença no Camp Nou.

O City, repito, é excepcional. Com excelentes jogadores, muito bem treinado e confiante, foi capaz de dar trabalho aos espanhóis mesmo durante o período em que atuou com um jogador a menos.

O problema é que o Barça, mesmo na casa de um adversário tão forte, conseguiu impor seu estilo de jogo tradicional: mais posse bola (63%) e aquele toque aparentemente despretensioso que, de repente, se transforma em gol.

O Manchester reclamou muito do pênalti e da expulsão de Demichelis no lance do primeiro gol dos visitantes, marcado por Messi. Foi um lance difícil, assim como o impedimento anotado em um gol aparentemente legal do Barça.

No final, um gol 100% brasileiro deixou o Barcelona muito próximo da classificação. Daniel Alves tabelou com Neymar, invadiu a área e bateu cruzado entre as penas de Hart. A briga ainda não acabou, mas quase.

Neymar é a peça que pode fazer o Barça voltar a ser elogiado até por críticos como Mourinho. O time geralmente atua com sete ou oito craques e um fora de série. Neymar, que, nesta terça, entrou no 2º tempo e deu uma contribuição importante para a vitória, é outro fora de série. Se já é difícil marcar o Barça com Messi, será bem mais difícil pará-lo com Messi e Neymar.

Por falar em fora de série, o PSG eliminou o Bayer Leverkusen, também nesta terça, na Alemanha. Fez 4 a 0 com mais uma grande atuação de Ibrahimovic e o jogo de volta só vai servir para o goleador sueco aumentar sua marca na Liga. E por falar em Liga, nesta quarta-feira, tem Milan x Atlético de Madrid e Arsenal x Bayern de Munique. Só jogão.

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Carlo Carcani