Publicado 20 de Fevereiro de 2014 - 9h35

Por Da Agência Anhanguera

Rio Atibaia na última segunda-feira, cheio após prolongado período com
níveis baixos

Leandro Ferreira/17fev2014/AAN

Rio Atibaia na última segunda-feira, cheio após prolongado período com níveis baixos

O projeto Responsabilidade Ambiental RAC/Sanasa entra na sua oitava edição, com a proposta de divulgar iniciativas de interesse coletivo, voltadas ao desenvolvimento sustentável e ao bem-estar da comunidade. As reportagens serão publicadas sempre às quintas-feiras, a partir do próximo dia 27.

Até o dia 11 de setembro, serão mostrados 24 programas desenvolvidos por empresas privadas, órgãos públicos ou organizações não governamentais (ONGs). Cada um deles será avaliado por um corpo especializado de jurados. E, no dia 15 de outubro, serão conhecidos os vencedores. Como ocorreu no ano passado, serão premiados os melhores projetos nas categorias Público/Privado e Terceiro Setor.

Desde o seu lançamento, em 2007, o projeto procura disseminar a consciência sobre a importância da preservação do meio ambiente. Nas sete edições anteriores, o projeto divulgou 209 ações ambientais, envolvendo cidadãos dos mais diferentes setores que contribuíram — ou ainda contribuem — com a geração de desenvolvimento e riqueza, sem desprezar o equilíbrio ambiental.

Só no ano passado, foram divulgados 29 projetos que contemplam a proteção ou recuperação ambiental.

 Para o diretor-presidente do Grupo RAC, Sylvino de Godoy Neto (foto), a questão ambiental sempre foi um tema importante, mas as pessoas demoraram para perceber que elas tinham de se comprometer com atitudes. O projeto Responsabilidade Ambiental RAC/Sanasa, acredita, contribui para conscientizar a comunidade de que todos, sem exceção, somos responsáveis pelo equilíbrio ambiental.

“Fiquei satisfeito de acompanhar, nas últimas semanas, o envolvimento coletivo diante do risco de racionamento de água. Foi emocionante observar o zelo coletivo com o Atibaia, nosso principal manancial, e ver o batalhão de voluntários envolvidos com a limpeza do rio”, diz. “Espero que o projeto e as reportagens feitas pelo Correio Popular tenham contribuído para mobilizar a população.”

 Para Arly de Lara Romêo (foto), presidente da Sanasa, a parceria com o Grupo RAC representa um importante compromisso com a população de Campinas: o de incentivar e multiplicar as práticas sustentáveis adotadas por empresas, organizações não governamentais e outros segmentos da sociedade.

“Agora, em 2014, renovamos esse compromisso de disseminar mais exemplos de como é possível viver e produzir sem comprometer a qualidade de vida de nossas futuras gerações. Sabemos, no entanto, que essa nossa missão deve ser contínua e que as ações sustentáveis devem ir cada vez mais além dos muros de nossas empresas”, afirmou.

“Preservar o meio ambiente é uma das premissas do governo Jonas Donizette e nós, como empresa pública, devemos não apenas servir de modelo, mas também desenvolver um trabalho integrado com toda a comunidade”, afirmou.

Reconhecimento 

Empreendedores premiados no ano passado — escolhidos entre 29 projetos concorrentes — afirmam que o projeto Responsabilidade Ambiental RAC/Sanasa reconhece o empenho de quem preserva a natureza, ao mesmo tempo que incentiva novas iniciativas. Na cerimônia de premiação, subiram ao palco para receber troféus representantes de três projetos da categoria Público/Privado e outros três da categoria Terceiro Setor.

“A série de reportagens também espalha sementes”, afirmou ontem o produtor rural João Pereira Lima Neto, um dos vencedores na categoria Público/Privado. Sua fazenda, a Santo Antônio da Água Limpa, localizada em Mococa, se tornou parada obrigatória de pesquisadores de todo mundo. A propriedade foi contemplada por desenvolver um sistema sustentável de agrofloresta. Não se usam adubos ou agrotóxicos. Não se cultivam canteiros planejados e as árvores crescem onde brotam, sem qualquer interferência humana.

“Foi uma honra a premiação. Serviu para despertar em muita gente o interesse pela fazenda”, disse.

Tarcísio Penteado, presidente da Escola Viveiro: plantando sementes

Na mesma categoria, no ano passado, foram premiados o Parque D. Pedro Shopping, de Campinas, que desenvolveu um sistema de coleta e encaminhamento de todo o óleo recolhido da praça de alimentação e restaurantes do centros de compras, e a Rota das Bandeiras, administradora do Corredor D. Pedro, que concorreu com um projeto de incentivo ao descarte correto de pilhas, baterias e lâmpadas queimadas.

A Escola Viveiro, de Campinas, foi uma das três premiadas na categoria Terceiro Setor.

A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) desenvolve ações como palestras, plantio de mudas e cursos variados voltados para a economia solidária e sustentável. A entidade ensina, na prática, a importância da preservação a crianças do Ensino Fundamental.

Para o presidente da organização, Tarcísio Penteado, o reconhecimento serve de estímulo para continuar, sempre. “A gente se sente motivado a envolver a comunidade e a promover inovações”, disse. “E é muito bom ver que a consciência ambiental é maior a cada dia, e se firma como valor cultural.”

No ano passado, também foram premiados na categoria o Núcleo de Ação Social (NAS), de Barão Geraldo, que promove atividades socioeducativas e de preservação ambiental entre crianças e adolescentes no período extraescolar, e a Trilhos do Jequitibá, de Jaguariúna, que incentiva o combate à dengue com o cultivo de flores que atraem libélulas, insetos que se alimentam das larvas do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença.

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Da Agência Anhanguera