Publicado 28 de Fevereiro de 2014 - 7h35

Por France Press

Mascarados protestam contra o governo de Nicolás Maduro

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Mascarados protestam contra o governo de Nicolás Maduro

Centenas de pessoas foram dispersadas pela polícia nesta quinta-feira (27), no leste de Caracas, durante uma manifestação contra a repressão do governo aos protestos na Venezuela, constatou a AFP.

Após um protesto pacífico sob o lema "Nem mais um morto", em El Rosal, no leste da capital, centenas de pessoas bloquearam as ruas da vizinha região de Las Mercedes e atiraram pedras contra a polícia de choque, que reagiu com bombas de gás lacrimogêneo.

O prefeito do município de Baruta (região de Las Mercedes), Gerardo Blyde, escreveu no Twitter que após os confrontos os serviços de saúde "atenderam 20 pessoas, algumas intoxicadas (por gases) e outras contundidas na correria".

Na região da Praça Altamira, situada no município de Chacao, também ocorreram incidentes quando centenas de estudantes tentaram fechar a avenida que atravessa Caracas de leste a oeste e foram reprimidos pelas forças da ordem.

O prefeito de Chacao, Ramón Muchacho, confirmou no Twitter que a polícia utilizou várias bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes em Altamira, sem revelar se há vítimas.

Há três semanas, a Venezuela é sacudida por uma onda de protestos, iniciados no dia 4 de fevereiro, em San Cristóbal, estado de Táchira, após uma tentativa de assalto e estupro contra uma estudante.

De San Cristóbal, os protestos se alastraram para o resto do país devido à crise econômica, ao desabastecimento e a insegurança, sacudindo principalmente as cidades de Caracas, Valencia, Mérida e Maracay.

As manifestações e sua repressão já deixaram 14 mortos, 140 feridos e 600 detidos, em todo o país.

O presidente Nicolás Maduro afirma que os protestos são um "golpe de Estado em andamento" e determinou a prisão de Leopoldo López, líder do partido opositor Vontade Popular, acusado de promover a violência.

Nesta quinta-feira, a Justiça venezuelana emitiu uma ordem de prisão contra outro líder da Vontade Popular, Carlos Vecchio, por incitar à violência.

Vecchio, coordenador político nacional da Vontade Popular, é procurado pela Direção Geral de Contra Inteligência Militar (DGCIM) por suspeita de "incêndio intencional, instigação pública, danos e associação ilícita".

Leopoldo López, integrante da ala radical da Mesa da Unidade Democrática (MUD), se entregou à Justiça no dia 18 de fevereiro, durante um enorme protesto no centro de Caracas, e desde então está na prisão militar de Ramo Verde, no subúrbio da capital.

Exigindo a saída de Nicolás Maduro, López convocou o protesto estudantil de 12 de fevereiro, quando manifestantes enfrentaram grupos armados ilegais e as forças da ordem, em incidentes que deixaram dois mortos, dezenas de feridos e vários detidos.

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