Publicado 19 de Fevereiro de 2014 - 7h50

Por France Press

A Praça da Independência, no centro de Kiev, transformada em praça de guerra

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A Praça da Independência, no centro de Kiev, transformada em praça de guerra

Pelo menos 16 pessoas, entre civis e policiais, morreram nesta terça-feira (18), em Kiev, vítimas dos violentos confrontos entre manifestantes opositores do governo e as forças da ordem, segundo balanço mais recente.

Quatro ativistas foram mortos durante o assalto das forças da ordem à Praça da Independência (Maidan), no centro de Kiev, nesta terça à noite, onde o grupo estava acampado há três meses.

"Quatro manifestantes morreram durante o reforço do Maidan", declarou à AFP Sviatoslav Janenko, responsável pelos serviços médicos da oposição.

O balanço anterior era de cinco civis e sete policiais mortos nesta terça de manhã.

Outros dois corpos foram encontrados na área dos confrontos, mas a polícia disse que não apresentam sinais de violência.

O presidente Viktor Yanukovytch teria se recusado a conter o assalto das forças da ordem contra a praça, denunciou o opositor Vitali Klitschko, depois de se reunir com o mandatário.

"O presidente diz que a única solução é evacuar o Maidan, e que todos (os manifestantes opositores) voltem para suas casas", declarou o líder político e ex-boxeador por telefone à rede de TV Hromadske.

Já no oeste do país, os manifestantes tomaram as armas em uma unidade militar em Lviv, que havia sido invadida na madrugada desta quarta (hora local), constatou um jornalista da AFP.

Depois de confrontos com coquetel molotov, que deixaram as instalações militares em chamas, cerca de cinco mil manifestantes assumiram o controle do depósito de armas.

 

A Casa dos Sindicatos, transformada em QG dos manifestantes no centro de Kiev, estava em chamas em vários andares, na madrugada desta quarta-feira, dia 19 (hora local), constatou um jornalista da AFP.

Os ativistas deixavam o prédio na Praça da Independência (Maidan), praça central de Kiev ocupada desde dezembro pelos opositores ao governo. Alguns estavam sendo retirados em macas.

 

 

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