Publicado 20 de Fevereiro de 2014 - 19h10

Por Maria Teresa Costa

Sistema Cantareira continua registrando queda no nível de água

Elcio Alves/AAN

Sistema Cantareira continua registrando queda no nível de água

 

Desde o início de fevereiro, as represas do Sistema Cantareira vem sendo esvaziadas em 1,08% ao dia e chegou nesta quinta-feira (20) em seu nível mais baixo, operando com 17,67%. O volume de água que entra nos reservatórios voltou a ficar crítico, em apenas 3,78 m3/s, enquanto 4 m3/s estão sendo enviados para a região de Campinas e 29,16 m3/s para a Grande São Paulo. Não choveu nada nos reservatórios nesta quinta e o volume chuva acumulado nos primeiros 20 dias do mês está em 48,7 mm, para uma média histórica do mês de 202,6 mm.

A chuva é necessária no Sul de Minas Gerais, em Bragança Paulista e em Vargem Grande, mas não vem ocorrendo. Nos afluentes dos rios da região o volume é baixo, e o Rio Atibaia, que abastece 95% de Campinas, continua baixando. Nesta quinta-feira,a vazão oscilou entre 6,5 m3/s e 8 m3/s.

 

Chuvas fracas

 

Os radares meteorológicos do IPMet/Unesp, instalados em Bauru e Presidente Prudente, detectam chuvas isoladas sobre o Norte do Estado de São Paulo e Leste do Mato Grosso do Sul. Segundo o boletim diário da Sala de Situação dos Comitês Piracicaba-Capivari-Jundiaí (PCJ), a previsão de aumento da instabilidade e as chuvas devem atingir mais regiões de São Paulo, mas ainda de forma rápida e isolada, sem acumulados significativos.

 

O reservatório Atibainha, em Nazaré Paulista, operou nesta quinta com 42,5% de sua capacidade. Ele é um dos mais cheios entre as represas que enviam água para a região de Campinas, porque é dele que a Companhia de Saneamento Básico (Sabesp) transfere água para a Represa Paiva Castro, de onde sai a água que abastece a Grande São Paulo. O reservatório Jaguari  estava com apenas 13,1% de sua capacidade, o Cachoeira com 36,2% e o Paiva Castro com 47,56%

 

Relatório

 

Um relatório divulgado na terça-feira (18) pelo comitê anticrise, um grupo técnico criado para monitorar o nível de água no Sistema Cantareira recomenda à Sabesp um plano emergencial para utilizar o chamado "volume morto" dos reservatórios do Jacareí e Atibainha, caso os níveis de água continuem baixos e as chuvas sigam escassas até agosto.

 

Esse volume morto é uma água que está nos reservatórios, mas que fica abaixo da entrada dos túneis que transferem água de um reservatório a outro. Estudos indicam que há 400 milhões de metros cúbicos armazenados e que, com obras e bombas, poderão ser utilizados no abastecimento.

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Maria Teresa Costa