Publicado 20 de Fevereiro de 2014 - 18h52

Por Maria Teresa Costa

Prefeitura de Indaiatuba usa água de lagoa para garantir abastecimento do município

Cedoc RAC

Prefeitura de Indaiatuba usa água de lagoa para garantir abastecimento do município

Cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) começaram a utilizar água de lagoas particulares para garantir o abastecimento da população, por causa da baixa vazão de seus mananciais. Indaiatuba passou a drenar a água de duas lagoas da cidade. Valinhos, que está em racionamento, desde a semana passada está fazendo um levantamento dos açudes para usá-los como reserva em caso de agravamento da crise hídrica e já está desviando, há uma semana, a água de uma nascente para uma das lagoas que formam a barragem das Figueiras que abastece a cidade.

Segundo o prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira (PMDB), há uma série de açudes que serão usados antes de submeter a população ao racionamento. A cidade precisa de 63 milhões de litros de água por hora para atender 98,5% da população. A água é captada nas represas do Cupini e Morungaba, no Rio Capivari-Mirim, no Ribeirão Piraí, Córrego da Barrinha e de um poço tubular profundo que extrai água do Aquífero Cristalino.

 

12 lagoas

 

O superintendente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Nilson Alcides Gaspar, disse que a cidade tem 12 lagoas na área do Ribeirão Piraí e do Rio Capivari-Mirim que, juntas, formam uma reserva de 350 milhões de litros, suficientes para abastecer a cidade por 30 dias. O bom relacionamento com os proprietários, disse, permitem que a Prefeitura possa ter essa água como reserva estratégica para ser usada em momentos críticos. As duas lagoas que começaram a ser utilizadas estão levando água para o Capivari-Mirim e Piraí.

 

A preocupação é com o aumento de consumo de água na cidade. Na última semana, disse, houve um crescimento de 40% provavelmente, acredita, pelo receio de ser adotado o racionamento. Essa semana o consumo retornou à normalidade e ele acredita que não será necessário utilizar outras lagoas.

 

Desvio

 

Na semana passada, Valinhos fez uma barricada para desviar a água de uma nascente que atravessa por um canal as três lagoas da barragem Figueiras. Uma manobra, com o estancamento desse trânsito, está levando a água para a segunda lagoa da barragem e aumentou a oferta em 0,16 m3/s. A água dessa nascente desce até as bombas de captação por um canal aberto no leito da lagoa e tem contribuído com a adução até a Estação de Tratamento de Água (ETA) I.

 

No levantamento que a área de abastecimento está fazendo em busca de novas fontes de água, foi localizada uma lagoa, com 700 milhões de litros de água, mas os técnicos descartaram sua utilização, porque é água parada e está contaminada. Assim, sem conseguir novas fontes de abastecimento, Valinhos mantem esquema de corte de fornecimento. A cidade está em sete grupos e cada um deles fica sem água duas vezes por semana, por 18 horas, entre 10h e 4h do dia seguinte.

 

Além do racionamento, Valinhos aplica multa de R$ 336,00, dobrando no caso de reincidência, às pessoas flagradas pelos fiscais molhando jardins e quintais, lavando calçada, tanto residenciais quanto comerciais, e lavagem de veículos em residências.

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Maria Teresa Costa