Publicado 20 de Fevereiro de 2014 - 9h03

Antiga sede da Fazenda Jambeiro, construída em 1887 e que agora se encontra em ruínas: revitalização começou com o corte do mato no terreno e depois será feito o reforço das estruturas

Edu Fortes/AAN

Antiga sede da Fazenda Jambeiro, construída em 1887 e que agora se encontra em ruínas: revitalização começou com o corte do mato no terreno e depois será feito o reforço das estruturas

Após anos de abandono, a Prefeitura de Campinas iniciou esta semana a limpeza do terreno que abriga a antiga sede da Fazenda Jambeiro. Esse é o primeiro passo para a revitalização do espaço. Construído em 1887, o prédio está em ruínas, mas de acordo com o Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc), a estrutura passará por intervenções ainda este ano. A primeira medida será o cercamento do terreno, evitando que o local seja invadido.

 

A primeira medida será o cercamento do terreno, evitando que o local seja invadido

A fazenda teve 20% dos 72 mil metros quadrados tombados pelo Condepacc em 1993. O conjunto arquitetônico também abriga um bosque com 32 figueiras. O Departamento de Parques e Jardins (DPJ), da Secretaria de Serviços Públicos de Campinas, iniciou na segunda-feira a limpeza da área. Além de retirar o mato, um gramado será colocado para evitar o crescimento do matagal que encobre parte do imóvel histórico.

Um levantamento de copa de árvores também será feito para que o espaço fique aberto, mas preservando as árvores tombadas. Também serão retirados as plantas que cresceram dentro do casarão, além do lixo e entulho que se acumulam na área. De acordo com a Prefeitura, será preciso ao menos 60 dias para concluir essa primeira etapa.

Moradora em frente às ruínas, Ana Paula Seo e o marido plantaram grama em um trecho do terreno logo que se mudaram para o bairro, no ano passado.

 

O Condepacc não estipulou um prazo para a conclusão das obras

“A gente não esperou nenhuma ação da Prefeitura e decidimos plantar a grama. Mas também não podemos culpar essa Administração. Eu comprei esse terreno em 2001 e sempre foi esse abandono”, disse. “Infelizmente deixaram perder um espaço tão bonito, mas ainda acredito na sua recuperação.”

Miriam de Oliveira, de 29 anos, que possui um terreno próximo ao casarão, também é otimista em relação à revitalização. “Espero que quando me mudar para cá esteja diferente.”

Segundo Daisy Ribeiro, coordenadora do setor técnico do Condepacc, dois projetos de restauro chegaram a ser apresentados em anos anteriores, mas não foram viabilizados por falta de recursos.

Por isso, o conselho irá fazer um trabalho diferente para revitalizar o local. “Não se levanta um casarão que está em ruínas, o que faremos é assegurar a preservação das ruínas, parar a degradação”, contou.

“A primeira coisa será resguardar o que tem, limpar pichações, manter algumas estruturas que estão com perigo de demolição”, disse Daisy. As intervenções serão possíveis com recursos da Prefeitura. “Vamos viabilizar o uso do espaço com esses recursos, mas claro que iremos continuar na tentativa de maiores recursos, para ter um casarão cada vez mais interessante.”

O Condepacc não estipulou um prazo para a conclusão das obras. Informou que assim que os trabalhos do DPJ forem concluídos, será iniciado o processo de revitalização.