Publicado 19 de Fevereiro de 2014 - 20h23

Por Maria Teresa Costa

Usina do Salto Grande, em Campinas, é uma das que foram desligadas pela CPFL

Dominique Torquato/AAN

Usina do Salto Grande, em Campinas, é uma das que foram desligadas pela CPFL

Duas das três pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) da região de Campinas que foram paralisadas no final de janeiro por falta de água nos rios, voltaram a produzir energia elétrica para o Sistema Interligado Nacional (SIB), após as recentes chuvas que atingiriam a região. As represas Jaguari, na divisa de Campinas e Pedreira, e a Salto Grande, em Campinas, estão operando, mas a PCH Americana permanece desligada porque o represamento não atingiu nível suficiente para suprir a potência instalada na planta.

 

Segundo a CPFL Renováveis, que opera as três usinas, elas não possuem reservatórios, por isso, nos horários em que a vazão de água é insuficiente, a geração de energia elétrica é reduzida ou até interrompida, situação que é prevista para determinadas épocas do ano. De acordo com a empresa, a interrupção da geração de energia pela usina não interfere no fornecimento de energia elétrica na região de Campinas, pois ele é assegurado pelo conjunto de usinas de geração do SIN, que é operado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

 

Capacidade

A água que passa por essas pequenas centrais hidreletricas não é suficiente para movimentar as turbinas e o eventual aumento do represamento afetaria o abastecimento das cidades que estão depois das centrais. A Usina Jaguari funciona no Rio Jaguari com uma capacidade instalada de geração de 11,8 MW, e a Salto Grande, no Rio Atibaia, com 4,6 MW. Já a PCH Americana, a maior de todas, tem capacidade instalada de 30 MW.

 

Desde o início de janeiro, a baixa vazão dos rios vinha afetando a produção de energia na região, que em vários momento precisou reduzir as operações. Mas essa semana a situação chegou em níveis extremos, que estão inviabilizando a operação das centrais.

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Maria Teresa Costa