Publicado 18 de Fevereiro de 2014 - 18h21

Por Maria Teresa Costa

Prefeitura busca alternativa para reformar o Centro de Convivência Cultural

Gustavo Tilio/Especial para a AAN

Prefeitura busca alternativa para reformar o Centro de Convivência Cultural

A Prefeitura vai utilizar contrapartidas de aprovação de empreendimentos firmadas em termos de ajustamento de conduta (TAC) com a Administração, para financiar os projetos estrutural e eletromecânico da reforma do Teatro Luís Otávio Burnier, do Centro de Convivência Cultural, que está fechado desde 2011. A licitação desses projetos, estimada em R$ 650 mil, estava prevista para dezembro, mas o alto custo levou a Prefeitura a buscar empresas que tivessem TACs - assim, as próprias empresas contratarão os projetos, sem necessidade de licitação, o que reduzirá o tempo de contratação da obra, que deverá custar R$ 15 milhões.

 

O secretário de Infraestrutura, Carlos Augusto Santoro, disse nesta terça-feira (18) que já tem uma empresa interessada em fazer a compensação no Convivência - ele não informou qual, mas disse que o TAC que ela assinou vai permitir que o projeto estrutural, avaliado em R$ 500 mil, possa ser feito. Esse termo, segundo ele, não tem participação do Ministério Público. "Estamos em negociação também com outra empresa, para que assuma o custeio do projeto eletromecânico" , disse.

 

 

Estrutura

 

A maior parte - R$ 500 mil - será investida no projeto de estrutura. Metade desse valor, estimou Santoro, será utilizada para os testes estruturais, que irão mostrar como se comporta o prédio da década de 1970. Os outros R$ 150 mil irão financiar o projeto eletromecânico. A parte elétrica e hidráulica, disse, está muito prejudicada. Está fora de norma, é um projeto de 1974 e hoje não dá para fazer as mesmas instalações.

Em junho do ano passado, a Secretaria de Cultura informou que a reforma do CCC deve durar dois anos. Apesar de as obras ainda não terem iniciado, o secretário de Cultura, Ney Carrasco, informou que o compromisso do prefeito Jonas Donizette (PSB) é entregar o espaço público revitalizado até 2016 é um compromisso.

 

Fases

 

Só depois que os laudos forem entregues - o que não há prazo estabelecido - inicia a etapa de obras, que terá o processo de licitação dividido em três fases: a primeira concorrência será para realização de obras na parte elétrica, hidráulica e mecânica do teatro interno; a segunda licitação é para as obras do projeto estrutural, que envolve conserto de rachaduras e pinturas de toda a estrutura de concreto; e a terceira etapa é referente exclusivamente às obras de impermeabilização da estrutura.

 

As precariedades do Centro de Convivência são muitas. Há fios expostos, ligações de energia clandestinas, goteiras, muita umidade no chão e nas paredes devido a infiltração no local, e até esgoto a céu aberto. Do lado de fora, os problemas também são visíveis. Os pilares localizados próximos à entrada onde funcionava o setor administrativo da Orquestra Sinfônica possuem rachaduras e o chão já cedeu.

 

As arquibancadas do Teatro de Arena encontram-se em mau estado de conservação e os primeiros degraus que dão acesso ao teatro apresentam início de erosão, o que permite que a água da chuva escoe ainda mais para dentro do teatro, contribuindo com a infiltração.

Escrito por:

Maria Teresa Costa