Publicado 22 de Fevereiro de 2014 - 7h26

Vítima de trânsito aguarda mais de uma hora caída esperando socorro médico

Vítima de trânsito aguarda mais de uma hora caída esperando socorro médico

Vítima de trânsito aguarda mais de uma hora caída esperando socorro médico

Segue matéria da última edição do jornal O Quinze. Infelizmente, não tomam providências para diminuir os riscos no local

 Paulo Planta

Um novo acidente entre uma moto e um ônibus no entroncamento da Rua dos Expedicionários com a Artur Teixeira de Camargo, na região central de Sousas, causou revolta entre moradores e comerciantes. O acidente foi registrado no dia 16 de janeiro, exatamente no local onde morreu, em novembro do ano passado, o operador de máquinas Jerry Adriano Gabioneta, que bateu sua Dafra contra um veículo do transporte coletivo. Testemunhas também ficaram irritadas com a demora para a chegada de uma ambulância ao local, que já é chamado de “curva da morte”.

O segurança R., de 36 anos, bateu sua moto CG contra o ônibus de uma empresa particular. Ele disse ter pensado que o outro veículo continuaria na Rua dos Expedicionários e foi surpreendido quando o ônibus entrou na Teixeira de Camargo. Quem conhece o local diz que a dúvida é frequente. Até o trajeto do ônibus foi alterado no local, após a morte de Jerry Adriano.

Além do traçado perigoso, testemunhas ficaram revoltadas com o tempo de espera pelo socorro médico. A vítima ficou uma hora e dez minutos caída na pista, até a chegada de uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

O autônomo Almeida Correia, de 45 anos, que ajudou a consolar a vítima até a chegada de socorro, estava indignado com a demora. “Isso é um absurdo”. Sobre o entroncamento, ele defendeu a realização de obras no local. “É preciso refazer essa curva”, disse. O aposentado Jordão C. Filho, de 68 anos, não se conformava. “A pessoa sai do serviço e fica jogada no chão como um animal”, comparou. Ele disse que o socorro para Jerry Adriano, em novembro, também foi demorado.

A Prefeitura de Campinas informou que a demora no atendimento ocorreu porque a vítima não corria risco de morte e por causa do horário de rush. Sobre o traçado perigoso no local, a Empresa de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) alegou que os reclamantes precisam protocolar um pedido na empresa, para que seja avaliada a possibilidade.

Normal

A Prefeitura de Campinas informou que o tempo médio de atendimento do Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) para casos sem risco de morte ou sequelas é de 30 minutos a uma hora. Segundo a assessoria de imprensa, o acidente aconteceu às 18h42 e o atendimento, às 19h44. O coordenador do Samu, José Roberto Hansen, explicou que é um horário de rush e, por isso, além do trânsito complicado, acontecem diversos acidentes. "O Samu prioriza o atendimento aos casos mais graves, mas não deixa ninguém desassistido", afirmou. De acordo com Hansen, a vítima estava consciente, sem sinais de trauma no crânio e não apresentava risco de morte ou sequela. Segundo ele, quando o serviço é acionado, são feitas diversas perguntas para que a triagem aconteça. A vítima, um segurança de 36 anos, foi atendida no pronto-socorro da Vila Padre Anchieta e teve alta na mesma noite, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas.