Publicado 29 de Janeiro de 2014 - 6h00

Por Maria Teresa Costa

Três mil homens da 11ª Brigada de Infantaria Leve, de Campinas, incluindo os 900 soldados que estão na missão de paz no Haiti, serão utilizados na segurança das chamadas estruturas sensíveis — centrais de energia, de metrô, de abastecimento, transporte, telecomunicações — durante a realização da Copa do Mundo. Embora o foco do Exército de Campinas seja a proteção das estruturas que podem ser afetadas durante os jogos que ocorrerão em São Paulo, o efetivo estará preparado para agir em caso de perda de controle na segurança, hipótese em que as Forças Armadas assumirão o comando até a contenção de manifestações.

O comandante da 11ª Brigada, José Eduardo Pereira, acredita que em São Paulo o Exército não será convocado, porque as forças de segurança pública estão estruturadas, treinadas e com efetivo suficiente para qualquer eventualidade. “Nosso foco serão as instalações”, disse. A 12ª Brigada de Infantaria Leve, sediada em Caçapava, atuará como força de contingência e será deslocada para qualquer lugar onde for chamada, e que pode ser, por exemplo, a escolta de uma delegação.

Desde o ano passado, na Copa das Confederações, o gabinete do general vem visitando as instalações existentes em São Paulo e cidades próximas, em cerca de 30 pontos diretamente envolvidos com os jogos. Na fase atual, informou, estão sendo priorizados os pontos e que deverão chegar a dez ou 15 que terão atenção especial do Exército.

O efetivo de Campinas não irá atuar na cidade durante a Copa. A segurança das seleções da Nigéria e Portugal, que usarão a cidade como sede, ficará a cargo das policias estadual e federal.

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Maria Teresa Costa