Publicado 25 de Janeiro de 2014 - 20h57

Por France Presse

Três pessoas morreram em um tiroteio em um shopping próximo a Washington, informaram fontes policiais neste sábado. Durante uma breve coletiva de imprensa no estacionamento do centro comercial, o chefe da polícia local, Bill McMahon, confirmou as mortes e que entre eles "parece estar o atirador".

"Pensamos que não há outros atiradores no shopping", acrescentou.

A polícia informou que foi encontrada uma "grande quantidade de munição" sobre e em volta do susposto atirador, quando as autoridades encontraram seu corpo.

McMahon afirmou que todos os esforços estavam sendo feitos para garantir que não há explosivos no corpo do suspeito.

Uma ligação para a emergência da polícia às 14h15 (horário de Brasília) alertou que foram ouvidos disparos no centro comercial.

As autoridades não deram mais detalhes sobre a identidade das vítimas ou o motivo do tiroteio.

A imprensa norte-americana tinha informado que o shopping, situado a cerca de 45 minutos da capital norte-americana, tinha sido fechado por causa de uma situação que envolveu um "atirador ativo".

O shopping, com 200 lojas, é um centro popular que reúne famílias com crianças, já que tem um carrossel infantil interno e uma área de jogos.

O jornal Baltimore Sun informou que alguns clientes afirmaram ter escutado disparos antes de fugir do centro comercial.

A NBC televisão falou com um indivíduo que disse estar em contato telefônico com sua filha, que tinha se escondido em uma agência do Bank of America dentro do centro, com dezenas de pessoas.

A jovem descreveu uma cena caótica quando se pediu aos clientes que evacuassem o centro ou se escondessem rapidamente.

"As pessoas estavam em estado de pânico", informou o pai da jovem.

Um funcionário de uma das lojas, em declarações à CNN, descreveu o caos enquanto os disparos soavam no complexo.

"No mundo em que vivemos, quando escutar um disparo, corra. Não há outra coisa a fazer", disse.

Estas matanças são um fenômeno comum nos Estados Unidos, o que provocou pedidos recentes para aumentar o controle das armas, uma proposta a qual se opõe categoricamente a Associação Nacional do Rifle (NRA, por suas siglas em inglês), o poderoso lobby que defende a tendência de armas no país.

O presidente Barack Obama redobrou seus esforços para controlar a venda de armas em 2012, depois que 20 crianças e seis adultos morreram em uma chacina em uma escola em Connecticut (nordeste), mas seu projeto de lei fracassou no Congresso.

Escrito por:

France Presse