Publicado 03 de Fevereiro de 2014 - 5h00

ig - J C Lane

CEDOC

ig - J C Lane

Na relação entre a maconha e a saúde humana existem vários efeitos positivos e negativos, os quais podem variar de acordo com a condição psicológica de cada usuário e o uso ou abuso da droga. Existe importante divergência quanto à nocividade e utilização da maconha.

A maconha, que também é conhecida como Cannabis, é extraída da folha da planta com o mesmo nome e pode ser fumada ou ingerida via oral. A Cannabis é um remédio leve e de toxicidade baixa. A droga é usada no tratamento de depressão e insônia. Alguns dos efeitos incluem: euforia leve, sensação de bem estar, relaxamento e redução do estresse e aumento da percepção sensorial tátil.

 

Já os efeitos negativos incluem: surtos psicóticos, problemas de memória, aprendizagem e coordenação motora, depressão, ansiedade e apatia.

As folhas, quando sua plantação é feita sem a obediência aos regulamentos e a higiene adequada, frequentemente acabam contaminadas por fungos, bactérias e vírus. Alguns destes organismos podem causar infecções sérias nos seres humanos.

Quando fumada, os efeitos em curto prazo manifestam-se em segundos e geralmente duram entre 2 e 3 horas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o potencial da maconha em induzir a dependência é leve e/ou moderada, sendo menor que o do álcool. Estudos mostram que o fumo de 3 a 4 cigarros de maconha por dia equivale ao fumo de 20 cigarros de tabaco, pois os pulmões do fumante da maconha recebem uma carga líquida de material particulado cerca de quatro vezes maior que o fumante de tabaco.

 

Um estudo publicado na revista 'European Respiratory Journal' (Periódico Respiratório Europeu) mostra que, em um prazo de 10 anos, o fumante de maconha tem uma chance 240% vezes maior de desenvolver câncer de pulmão quando comparado aos fumantes de tabaco.

O cultivo e o uso da maconha é ilegal no Brasil, mas atualmente é permitido, com receita médica, em 20 estados dos Estados Unidos da América.