Publicado 29 de Dezembro de 2013 - 7h00

Por Angela Kuhlmann

Governador Geraldo Alckmin ensaia manobrar retroescavadeira, observado por plateia durante evento

Camila Moreira/AAN

Governador Geraldo Alckmin ensaia manobrar retroescavadeira, observado por plateia durante evento

As obras de extensão do Corredor Metropolitano Noroeste, que começa em Campinas e vai até Santa Bárbara d’Oeste, passando por Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa e Americana, tem início efetivo no primeiro dia útil de janeiro.

Na manhã deste sábado (28), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve em Americana para o início das obras da nova etapa do projeto do corredor e para a entrega de 16 quilômetros da terceira faixa da Via Anhanguera entre os quilômetros 120 e 128 no trecho em que ela cruza o município de Americana, na Região Metropolitana de Campinas (RMC).

Em seu pronunciamento, diante de uma plateia formada essencialmente por políticos e pessoas ligadas à administração pública, o governador frisou com ênfase que a entrega será em dezembro de 2014. Serão 24,3km de ligação entre os três municípios com 13,6km de faixas exclusivas para ônibus e 10,7km de adequações e melhoramentos no viário existente.

O investimento neste novo trecho é de R$ 145 milhões que sairão dos cofres estaduais para a conclusão do projeto que inclui ainda dois novos terminais (Americana e Santa Bárbara), a reforma do Terminal de Nova Odessa e obras adicionais de adequação. A obra estava prevista para começar em outubro.

Redução

Segundo Alckmin, quando estiver operando em sua extensão total, de 47,4km, o Corredor Metropolitano Vereador Biléo Soares reduzirá em 15 minutos o tempo de viagem entre as duas pontas — Campinas e Santa Bárbara — que passará dos atuais 75 minutos para 60 minutos.

“O corredor vai tirar os ônibus das rodovias e fazer a ligação direta entre os municípios diminuindo assim o tempo gasto nas viagens”, explicou.

De acordo com Jurandir Fernandes, secretário estadual de Transporte Metropolitano, uma vez concluído, o corredor beneficiará 220 mil usuários e aumentará em 17% a velocidade média dos ônibus no horário comercial, que rodarão a 25km/h, quase quatro a mais por hora do que os atuais 21,4km.

Obras adicionais

O Corredor Metropolitano terá obras complementares além do eixo Nova Odessa, Americana e Santa Bárbara.

No trecho entre Sumaré – Hortolândia – Campinas, em uma extensão de 3,7km, serão construídos o prolongamento da Av. Olívio Franceschini (Hortolândia); a Estação de Transferência no Km 110 da Rodovia Anhanguera (Sumaré); a Parada III da Av. Lix da Cunha (Campinas); o Terminal Metropolitano de Sumaré; o Terminal Metropolitano Rosolém (Hortolândia); a Estação de Transferência Pinheiros (Hortolândia) e a Estação de Transferência Peron (Hortolândia).

Todas essas obras têm previsão de início no primeiro trimestre de 2014 e conclusão em dezembro do mesmo ano.

“O cronograma das obras começa com duas frentes de trabalho, mas logo chegará a seis frentes simultâneas quando começar a construção dos terminais”, afirmou Fernandes.

Segundo ele, em um trecho de 5,5km entre Sumaré e Hortolândia também estão previstas adequações que contribuirão para redistribuir 60% da demanda de veículos do eixo da Via Anhanguera, aliviando o tráfego na região.

Bicicletários

No projeto está prevista ainda a construção de uma ciclovia ao longo da Avenida Ampélio Gazeta, em Santa Bárbara, e na Avenida Europa, em Americana.

“Em todos os terminais do corredor estarão disponíveis bicicletários nas estações de transferência”, acrescentou Fernandes.

Administrado pela Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU), o Corredor Metropolitano atende a região com 159 linhas de ônibus intermunicipais que transportam uma média diária de 182 mil passageiros.

Segundo dados da empresa, nos últimos 12 meses foram transportados em toda a região 4,6 milhões de usuários.

Aeroporto de Americana

Em seus pronunciamentos durante a visita, o governador Geraldo Alckmin chegou a anunciar a ampliação do aeroporto de Americana, mas não quis detalhar o destino do terminal aeroviário, de propriedade do município. Revelou apenas que é uma boa opção para a aviação executiva.

“Viracopos caminha para ser o maior aeroporto do País e precisamos de alternativas para o modal aéreo, o que mais cresce no Brasil”, disse ele.

Em outro momento, reiterou que seu maior sonho é a implantação dos trens intercidades, um projeto de R$ 20 bilhões que deverá ser viabilizado por meio da modalidade de Parceria-Público-Privada (PPP). O governador anunciou que até fevereiro, no máximo, será divulgado o cronograma de implantação.

“Nós só temos um caminho para melhorar a mobilidade: corredores exclusivos e trens intercidades e já está decidido que o primeiro trecho que fará a ligação da região com São Paulo começará por Americana com paradas em Campinas e Jundiaí”, anunciou o governador.

De acordo com o secretário estadual Jurandir Fernandes, Americana foi incluída no trajeto a pedido dos investidores privados interessados no projeto, que detectaram uma forte demanda naquele ponto, que justificaria sua inclusão. O trens a serem implantados serão de velocidade média de 120km/h, podendo atingir até 160km/h.

“A ligação entre Campinas e São Paulo será feita em um tempo entre 55 a 60 minutos e no máximo em até 70 minutos até Americana”, disse.

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Angela Kuhlmann