Publicado 13 de Agosto de 2013 - 18h22

Por Agência Estado

Apesar do mau momento, Fabrício já vê evolução na equipe do São Paulo

Divulgação

Apesar do mau momento, Fabrício já vê evolução na equipe do São Paulo

Lutar contra o rebaixamento não é uma novidade para Fabrício. Em 2011, o volante viu o Cruzeiro - clube que defendia à época - se salvar da queda na última rodada com uma goleada por 6 a 1 sobre o Atlético-MG e espera não repetir o drama no São Paulo, atual penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro, com nove pontos.

Ciente da grave crise em que o time se encontra, o jogador lamenta o momento e ressalta que o principal aprendizado daquela temporada é que o time tricolor precisa reagir logo para evitar o desespero nas rodadas finais. A diferença, aponta, é que o São Paulo é mais qualificado que o Cruzeiro daquele ano.

"Foi um ano difícil aquele. A experiência que peguei lá é que precisamos resolver o assunto logo, lá a gente sempre pensava que estava cedo e só nos salvamos na última rodada. A diferença para aquele time é que agora temos um elenco mais qualificado e isso pode nos ajudar a sair dessa situação", disse.

O jogador também faz um alerta para os são-paulinos, que se gabam de nunca terem sido rebaixados em sua história. Se alguém acha que apenas a história e a tradição do clube serão suficientes para mantê-lo na elite, é melhor mudar de mentalidade imediatamente.

"Camisa só não ganha jogo, não adianta entrar em campo e não só porque é o São Paulo que vamos ganhar. Temos evoluído, mas não é o suficiente para voltarmos a ganhar. O jogador do outro lado tem confiança e o sonho de evoluir profissionalmente. Se acharmos que só camisa e história vão ganhar o jogo, não vai."

E mesmo no momento tão ruim, Fabrício enxerga algumas evoluções na equipe, especialmente no posicionamento em campo. Mesmo reconhecendo que ainda não é o suficiente, ele comemora os primeiros passos.

"Melhoramos, começamos a respeitar mais as zonas de marcação, onde cada um tem que ficar. Começamos a ter um padrão; quem tem que atacar, ataca; quem tem que defender, defende. Isso já melhorou, mas ainda falta muita coisa", analisou.

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