Publicado 23 de Agosto de 2013 - 20h26

Por Carlos Rodrigues

Henan é o mais cotado para vestir a 9, contra o Mogi Mirim

Carlos Sousa Ramos/AAN

Henan é o mais cotado para vestir a 9, contra o Mogi Mirim

Se a camisa 1 está em alta no Guarani, a 9 caminha no sentido oposto. Enquanto o goleiro Juliano é destaque por não ter sofrido gols em dez partidas na Série C do Campeonato Brasileiro, os candidatos a artilheiro do time buscam a redenção. Dos seis gols marcados pelo Bugre na competição nacional, nenhum foi marcado pelo dono da 9. Dois atacantes já tiveram a oportunidade de utilizá-la, mas ainda não conseguiram balançar a rede com o número que costuma ser o do principal goleador de uma equipe. Nena passou em branco em todas as partidas que atuou e Henan marcou seu único gol pelo clube usando a 18.

O primeiro a sofrer com a "maldição" foi Nena. Respaldado por uma passagem destacada pela Caldense, onde fez seis gols em oito partidas do Campeonato Mineiro, o atacante chegou no Guarani deixando sua marca nos jogos-treino, mas bastou começarem as partidas oficiais para o jejum ter início. Após ser titular por nove rodadas sem anotar um gol sequer, acabou indo para o banco no último compromisso do time.

Novo dono da posição, Henan já tem um gol marcado pelo Bugre — na vitória sobre o Vila Nova —, mas foi usando a camisa 18 e entrando no decorrer da partida. Quando fez a esperada estreia com a 9, diante do Madureira, até teve chances, mas também não conseguiu acabar com a "zica". Mesmo assim, ele garante não se preocupar com qualquer tipo de pressão. "Independente de quem faça o gol, o importante é sair com a vitória. Nós, homens de frente e que vestimos a nove, somos sempre visados para fazer o gol e buscamos isso", explica.

Para o jogo de domingo (25), contra o Mogi Mirim, Henan é o principal cotado para permanecer com o número. E ele tem a receita para, enfim, acabar com a "maldição". "Os gols vão sair naturalmente, é questão de trabalho. Quando as chances aparecerem, é ter tranquilidade para concluir", avisa o centroavante. "Quando a bola começar a entrar, aí as coisas vão acontecer", completa o atacante.

A tranquilidade pregada por Henan é a mesma pedida pelos companheiros. O lateral-direito Jefferson Feijão destaca o sacrifício que o camisa nove precisa fazer para ajudar na marcação e ressalta a confiança do grupo, mesmo com a seca de gols de quem usa o número. "O pessoal da frente tem que ter tranquilidade, porque a nossa confiança eles têm. Nesse esquema que a gente joga, é complicado para o atacante, que tem de se desdobrar ao máximo para marcar e jogar", conta o defensor. "Logo, eles vão deslanchar. Seja o Nena ou o Henan, eles têm nosso apoio pra fazer o gol já no próximo jogo."

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Carlos Rodrigues