Publicado 11 de Agosto de 2013 - 20h37

Por Carlos Rodrigues

Juliano fechou o gol do Bugre nas oito primeiras partidas da Série C: 720 minutos sem sofrer um gol

Érica Dezonne/AAN

Juliano fechou o gol do Bugre nas oito primeiras partidas da Série C: 720 minutos sem sofrer um gol

Com direito à quebra de recorde histórico por parte do goleiro Juliano, o Guarani manteve neste domingo (11) a invencibilidade na Série C do Campeonato Brasileiro. No Estádio Genervino da Fonseca, em Catalão, o Bugre empatou em 0 a 0 com o Crac no encerramento do primeiro turno. O camisa um bugrino, que completou o nono jogo consecutivo sem levar gols, alcançou a marca de 810 minutos (descontados os acréscimos) sem ser vazado e ultrapassou o campeão brasileiro Neneca que, com 777 minutos, era o arqueiro que detinha a marca de mais minutos sem sofrer gol pelo clube.

Líder do grupo B, o Guarani chega a 19 pontos, um à frente do segundo colocado Caxias e cinco à frente do Vila Nova, que ocupa a 5ª posição e é o primeiro time fora da zona de classificação. O Crac tem seis e segue na lanterna. Na próxima rodada, o Bugre recebe o Madureira, no sábado, às 19h, enquanto o Crac visita o Betim, no domingo.

O técnico Tarcísio Pugliese já havia antecipado que seria natural o time sentir dificuldades no aspecto físico por ter atuado na quinta-feira e encarado uma longa viagem. Para agravar esse quadro, o forte calor e o estado ruim do gramado aumentaram ainda mais o desgaste. O Bugre até tentou contornar esses problemas colocando a bola no chão e chegou logo a 2' em conclusão de Rossini, que foi à esquerda.

Mas, exceto essa chance e duas conclusões na trave, em que ambos os lances estavam impugnados por impedimento, foi o Crac o dono do primeiro tempo. O momento de maior pressão aconteceu entre os 14' e os 17', em que os donos da casa acumularam três boas oportunidades de gol. A primeira tentativa foi de Heber, que soltou o pé, mas mandou fora. Depois foi a vez de Pantico arrematar da meia-lua e levar perigo. Por fim, Washington aproveitou sobra na entrada da área e obrigou Juliano a trabalhar bem.

O roteiro do jogo não se alterou no início da etapa complementar. Mais ligada, a equipe goiana chegou bem aos 6' em finalização de Pantico que Juliano defendeu em dois tempos. Aos poucos, o Guarani foi se assentando em campo e evitando a pressão. O confronto acabou ficando muito truncado e só voltou a ganhar alguma emoção a partir dos 35'. Os dois treinadores mudaram as equipes e o gás novo proporcionou oportunidades. Henan, pelo lado bugrino, foi detido por Aleks, enquanto Danielzinho não marcou para o Crac por pouco.

No final, os donos da casa voltaram à carga e esboçaram uma blitz para cima da defesa bugrina, mas faltou eficiência. Quem criou a última chance acabou sendo o Guarani. Em cruzamento de Léo Costa, Henan cabeceou e a bola passou muito perto.

Escrito por:

Carlos Rodrigues