Publicado 10 de Agosto de 2013 - 20h14

Por Carlos Rodrigues

Juliano fechou o gol do Bugre nas oito primeiras partidas da Série C: 720 minutos sem sofrer um gol

Érica Dezonne/AAN

Juliano fechou o gol do Bugre nas oito primeiras partidas da Série C: 720 minutos sem sofrer um gol

Embalado e em busca da quinta vitória consecutiva, o Guarani faz neste domigo (11) sua última partida no primeiro turno da Série C do Campeonato Brasileiro contra o Crac, às 16h, no Estádio Genervino da Fonseca, em Catalão (GO). O jogo marcará um duelo de opostos no grupo B. De um lado está o Bugre, que tem 18 pontos, é o único invicto e dono do melhor aproveitamento da competição. Do outro, a equipe goiana é a lanterna com 5 pontos e busca espantar o fantasma do rebaixamento.

Pela frieza dos números, até parece lógico apontar que o Guarani tem muitas chances de sair de campo com o resultado positivo. Mas não ouse citar a palavra favoritismo aos bugrinos. “Hoje em dia não existe mais essa de favorito, o futebol está muito nivelado. Todo mundo hoje se estuda na parte tática e sabe como o adversário joga. No Brasil, as equipes estão bem iguais, tanto que o Crac empatou com o Santos na Vila Belmiro pela Copa do Brasil”, lembra o goleiro Juliano.

O técnico Tarcísio Pugliese prefere esquecer o início ruim do time goiano e olhar para os últimos resultados. E ele tem razão. Nas seis primeiras partidas da Série C, sob o comando de Marcelo Rocha, o Crac somou apenas um ponto. Após a mudança de treinador e a chegada de Mauro Ovelha, a equipe não conseguiu deixar a zona de rebaixamento, mas também não perdeu (derrotou o Macaé e empatou com o Duque de Caxias). “Em circunstância nenhuma eu falaria que somos favoritos, muito menos no momento que o Crac vem reagindo na competição”, admite o treinador bugrino.

Além da preocupação com a evolução do adversário, o desgaste físico do Guarani também é um fator que causa atenção especial. O último jogo do Bugre foi na quinta-feira, o time teve 24 horas a menos de descanso do que o rival e ainda encarou uma longa viagem. Por isso, já é esperado que o time tenha dificuldades nesse sentido. “Não que seja um fator determinante, mas sem dúvida vai atrapalhar. Vamos precisar de um pouco de superação”, pede Pugliese.

Como não teve nenhuma oportunidade de realizar um treino com bola antes da partida, o treinador não confirmou a escalação, mas a tendência é de que ele realize apenas uma alteração na equipe em relação àquela que derrotou o Vila Nova. O meia Rossini, que retorna de suspensão, deverá ficar com a vaga de Fernandinho. O atacante Henan, que entrou bem e até marcou gol na última rodada, permanece como opção no banco.

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Carlos Rodrigues