Publicado 12 de Agosto de 2013 - 5h00

Campanhas

Sinésio Müzel de Moura

Consultor, Campinas

O financiamento privado de campanhas eleitorais interessa às pessoas individualmente e aos grupos criminosos organizados. O princípio que fundamenta a coisa pública precisa ser preservado e assegurado a qualquer custo na democracia. Não se pode prescindir, abrir mão, dos interesses da organização social que estão acima dos interesses individuais. As campanhas eleitorais visam a manutenção dos poderes, que emanam da vontade do povo, com a escolha de seus representantes na configuração do Estado de Direito e devem ficar sob a responsabilidade financeira do poder público. A independência dos poderes e a manutenção do papel do Estado se garantem com eleições livres da interferência externa.

Emdec

Antônio Gomes dos Reis

Escritor e compositor, Campinas

Têm razão os agentes da Emdec quando pleiteiam reposição salarial e aumento no valor dos benefícios (...). Há tempos que a Emdec se converteu em símbolo da contradição pública: além de evidenciar o continuísmo no governo Jonas, serve também de cabide de empregos, em que comissionados sem qualquer qualificação recebem em média o equivalente ao salário de quatro amarelinhos, estes lá, por mérito de concurso público.

Banheiros

Cidão Santos

Vereador, Campinas

Solidarizo com a escritora Carmen Pimentel sobre a falta de banheiros públicos no Centro da cidade, mais precisamente na região da Catedral Metropolitana (Correio do Leito 7/8). Como vereador, desde agosto de 2007 luto, junto com a população de Campinas, para que sejam instalados banheiros públicos no Centro da cidade. (...) Sou autor do Projeto de Lei  604/2007, aprovado pela Câmara e vetado pelo prefeito, para que os banheiros sejam instalados na região central e administrados por empresas privadas, que cobrem centavos de reais para a utilização. Porque hoje muitas pessoas evitam se deslocar até o Centro por falta de banheiros e optam pelos shopping centers para realizar suas compras, trazendo assim baixas vendas no comércio central.

Futebol 1

João Bento

Rep. com. autônomo, Campinas

Quando o Guarani contratou o técnico Tarcisio Pugliese, boa parte de crônica esportiva local se posicionou contra, por se tratar de um novato no emaranhado do futebol (...). A desconfiança aumentou quando da sua indicação e contratação de jogadores desconhecidos, considerados de baixo nível técnico e inaptos para uma time de tradição como o Guarani. Porém, Pugliese prova o contrário ao impor sua filosofia de trabalho a seus comandados e hoje o Bugre é líder invícto nos dois grupos da Série-C, (...) se constituindo em um sério candidato ao acesso à Série-B em 2014. Agora, uma pergunta:

aqueles cronistas “secadores” do futebol campineiro mudaram de opinião?

Futebol 2

Pedro Tauil Filho

Administrador, Campinas

Que as transformações dos estádios em arenas ficaram espetaculares, acredito que ninguém tem dúvida. No entanto, a meu ver, dois fatores importantíssimos vieram em prejuízos aos torcedores: as concessionárias que irão explorar as arenas por vinte a trinta anos e sem nenhum estudo mais aprofundado, simplesmente jogaram as concentrações das torcidas do meio para atrás do gol. Se alguém tem dúvida é só prestar atenção nos jogos pela TV. No meio do campo, aparecem pouquíssimos torcedores, dando a entender que os preços alí cobrados são altíssimos. No fundo, totalmente lotados. Quem frequenta estádios, sabe muito bem que assistir jogos no fundo do campo, pouco se vê. A segunda novidade, que não é tanto assim, as capacidades das arenas foram reduzidas, o que vem comprovar: os torcedores brasileiros vêm se afastando. A cada dia mais os torcedores assistem pela TV ou ficam num churrasco, ou vão ao seu “buteco”. (…)

Câmara 1

Gabriel Gonçalves de Neves

Tradutor, Campinas

É meus queridos vereadores de Campinas, finalmente vocês se depararam com o maior “bicho papão” da vida de vocês, o povo. Porque vocês brincam, tiram sarro da cara deste mesmo povo que os elege com toda confiança deste mundo. Sei que não são todos os vereadores que são ruins, mas a maioria só enxerga o próprio nariz e nada mais. O mundo está mudando e com ele a astúcia das pessoas. Cuidado meus amigos, pois vai chegar o dia em que o povo, este mesmo desprezado e humilhado por vocês, um dia vai arrancá-los a força do poder, e se vocês acham que a Polícia vai sempre defendê-los, bem, um dia esses mesmos policiais irão se encher de tanta palhaçada e passar para o lado do povo. Não acreditam? Então, continuem debochando do povo.

Câmara 2

Milton Cesar de Souza Alves

Monitor Social, Campinas

A invasão e depredação do plenário da Câmara Municipal, em 7/8, mostra mais uma vez que, o antes legítimo movimento de indignação em forma de protestos iniciados no Brasil já está infectado pelos partidos políticos em busca de exposição em vésperas do pleito eleitoral (ano que vem tem eleições). Nas fotos doCorreio (8/8), o que se viu foram bandeiras do PSTU e PSOL erguidas para aparecem “bem” (tenho minhas dúvidas). (…) Só ainda não vejo o que as mesas, cadeiras e todo o resto destruído na Câmara trouxe de conquista para a tal “reivindicação justa”. Protesto é uma coisa com objetivo. Vandalismo não tem sentido. Parece aquela criança birrenta que quando vê que não vai poder ficar com algo só para ela, quebra e joga no chão.

Câmara 3

Fabio Biral

Jornalista, Campinas

Desculpem-me a mentalidade de contador, mas, se os responsáveis pela depredação do plenário da Câmara ficarem impunes, sem identificação depois do prejuízo que proporcionaram ao patrimônio público, eles deverão se considerar premiados por esse suposto calote ao erário. Depois da gravidade da invasão no plenário, em que parte da mobília foi utilizada como barricada para dificultar a entrada da Polícia, confiar num movimento pacífico é passar recibo de trouxa. Não é preciso aprender a interpretar o desejo de alguém para reconhecer que a massa de ativistas era formada por baderneiros, pessoas apenas interessadas em quebrar o que vissem pela frente, sem nenhum interesse em buscar um acordo. Os manifestantes não estavam interessados em promover a causa do movimento, e sim a depredação, que caso continuasse, logo mais a Câmara estaria reduzida a escombros?