Publicado 12 de Agosto de 2013 - 5h00

Por Milene Moreto

iG - Milene Moreto

Cedoc/RAC

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Clima quente

Depois de adiados por causa do tumulto na sessão da última quarta-feira, os requerimentos protocolados pela oposição que cobram do Executivo explicações sobre os contratos entre a empresa Colt Security com a Emdec e a Setec serão avaliados hoje. A Colt pertence a um ex-vereador do PSB, Sidnei Lourenço. Na Emdec, a empresa de segurança venceu uma licitação. No caso da Setec, foi efetuado um contrato emergencial prorrogado por uma vez. A soma de todos é de R$ 5 milhões.

Convocação

O presidente da Emdec, Sergio Benassi, e o presidente da Setec, Sebastião Sérgio Buani dos Santos, devem ir à Câmara para falar dos contratos, mas não devido à convocação da oposição. O governo deve manobrar como tem feito desde o início para que os integrantes do primeiro escalão prestem esclarecimentos nas comissões internas da Casa, em sua maioria, com a presidência nas mãos da base aliada.

As datas

O dia em que os secretários vão comparecer na Câmara para falar com os vereadores ainda é mistério e deve ser definido hoje pelo Executivo e pela liderança de governo.

 

Milho aos pombos

A situação política em Campinas pegou fogo nos últimos dias, com manifestações e greves, assunto que não acaba mais e problemas a se resolver que integram uma grande lista. Apesar de toda a efervescência na cidade, os vereadores vão dedicar parte do seu tempo na sessão da próxima quarta-feira para analisar o projeto de lei de autoria do ex-vereador Paulo Oya (PSC) que proíbe a alimentação de pombos em locais públicos.

 

Samurai

Oya também foi autor do projeto que criou na cidade o dia do Samurai. A proposta foi sancionada pelo prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT) e os campineiros devem reverenciar todos os anos os antigos guerreiros japoneses no dia 24 de abril.

 

Nem sempre foi assim

Quando os pombos eram queridos na cidade e ainda não havia informações sobre as doenças transmitidas pelas aves, cabia aos vereadores manter os pássaros protegidos e fazer com que os voadores se reproduzissem em grande escala. Tudo para agradar a população.

 

Cota de milho

Na década de 70, era comum que os parlamentares fizessem, via requerimento, a solicitação de cotas de milho para os pombos aos prefeitos. Naquela época, eles destinavam milhos para pombos específicos, como os do Largo do Rosário, por exemplo.

 

Veta depois?

A proposta da publicação da “lista de espera” na Saúde entra hoje em segunda discussão para votação na Câmara de Campinas. De autoria do vereador Tico Costa (PP), a ideia é que exista um controle da fila para o atendimento de especialidades. Quando a matéria foi protocolada na Casa, Costa conversou com o secretário de Saúde, Carmino Antonio de Souza, que gostou da ideia. O problema é que alguns projetos que foram vistos de forma positiva pelo Executivo acabam recebendo vetos depois, como o que pretendia mapear os casos de câncer na cidade.

Por muito tempo

Sobre a alteração do nome do aeroporto de Viracopos, o deputado federal Guilherme Campos (PSD-SP) lembra que a única ação concreta até agora foi o deferimento de seu pedido de apensação do projeto que propõe o nome de Orestes Quércia às outras proposições. Essa apensação obriga o projeto a ser apreciado pelo Plenário e não apenas pelas comissões, como era antes. “Pela nossa experiência podemos afirmar que são poucas as chances do Plenário tramitar este projeto com rapidez, portanto, o nome de Viracopos, proposto pelo então deputado Chico Amaral, deve prevalecer por muito tempo”, afirmou o parlamentar.

 

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Milene Moreto