Publicado 10 de Agosto de 2013 - 5h00

ig - JULIANNE CERASOLI

CEDOC

ig - JULIANNE CERASOLI

Foi-se o tempo em que a brita segurava os mais afoitos e o risco iminente de morte criava regras de conduta nas disputas por posição. Com o aumento da segurança e a adoção de asfalto nas áreas de escape, hoje cabe ao regulamento colocar os pingos nos is. Quem reclama do excesso de punições tem de levar em consideração que o campeonato, hoje, é disputado em vários “campos de jogo” distintos e é preciso de uma regra que os uniformize. Uma ação que joga o piloto no muro nos circuitos mais travados também precisa ser coibida naqueles com amplas áreas de escape.

Também é importante salientar que os próprios pilotos pediram por regras mais claras. Isso resultou em modificações acordadas ano passado.

São apenas quatro artigos que regem os limites nas lutas por posição, com três pontos principais:

— Os pilotos devem usar a pista todo o tempo. Para não haver dúvida, as linhas brancas nas extremidades da pista são consideradas parte dela, mas as zebras não. É considerado que um piloto deixou a pista quando nenhuma parte de seu carro está entre as duas linhas brancas. Se um piloto sai da pista, ele deve voltar apenas quando for seguro e sem ganhar vantagem. Um piloto não pode deixar a pista deliberadamente sem uma justificativa.

— Mais de uma mudança de direção ao defender uma posição não é permitida. Qualquer piloto que volte à trajetória depois de ter defendido sua posição deve deixar o espaço de pelo menos um carro entre a linha branca e seu carro quando se aproximar de uma curva.

— Qualquer piloto defendendo sua posição pode usar toda a extensão da pista caso não haja nenhuma parte significativa do carro que está tentando ultrapassá-lo a seu lado. Para não haver dúvida, se qualquer parte da asa dianteira estiver ao lado da roda traseira isso será considerado “uma parte significativa”. Enquanto defende a posição, o piloto não pode deixar a pista sem um motivo justificável.

É tudo claro. Ao defender a posição, o piloto tem de deixar espaço quando o adversário coloca o bico de lado e não pode sair da pista para manter a posição. Ao atacar, deve manter-se entre as duas linhas brancas.

Faria um adendo apenas à execução destas regras: os comissários poderiam avisar a equipe que viram que a manobra fora ilegal para que o time pudesse orientar o piloto a devolver a posição. Acredito que seria uma “punição” mais aplicável ao crime.

Mesmo com ajustes sendo bem vindos, a adoção desse caminho mais objetivo é importante. Afinal, quanto mais interpretativas as regras, maior seu uso político.