Publicado 09 de Agosto de 2013 - 5h00

Por Milene Moreto

iG - Milene Moreto

Cedoc/RAC

iG - Milene Moreto

Foram cinco horas de quebra-quebra no plenário da Câmara de Campinas na sessão da última quarta-feira sem que a maioria dos parlamentares entrasse num acordo sobre o que fazer para conter os atos de vandalismo. Alojado na sala da presidência, Campos Filho (DEM) buscava uma solução conjunta para o conflito. E, por isso, recebeu críticas. Teve quem defendesse que o democrata deveria ter sido enérgico e acabado de vez com a depredação dando aval para a Polícia Militar invadir.

Nada fácil

Acontece que a relação de Campos Filho com os vereadores não anda nada fácil e faz tempo. Em meio a todos os problemas que a Câmara já enfrenta, a invasão no Legislativo foi a gota d’água e abriu espaço para uma chuva de críticas. Cauteloso, Campos Filho evitou entrar em divididas e defendeu a tranquilidade para tomar suas decisões. Seus colegas disseram que a depredação era “uma catástrofe anunciada” e que todas as medidas de segurança não foram tomadas a tempo.

A vez do Benassi

O presidente da Emdec, Sérgio Benassi, tem sido alvo preferencial dos manifestantes. Os ativistas levaram para a Câmara na última quarta-feira um boneco do presidente. Agora são os grevistas da empresa pública que prometem confeccionar um novo boneco com o rosto de Benassi. Tudo isso em razão das críticas ao setor de Transporte.

Como fica

Mesmo com a pressão e a proporção da última manifestação na Câmara de Campinas, a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte não deve se concretizar. Até o próprio autor do pedido, o vereador Paulo Bufalo (PSOL), está descrente. Para ele, os seus colegas já tiveram todas as oportunidades de consolidar a comissão, as alterações propostas, como a ampliação do prazo de apuração, foram acatadas e, mesmo assim, segundo o legislador, nada foi para frente.

Justiça

Bufalo estuda agora medidas judiciais que possam garantir uma eventual investigação das planilhas de custos e constatar se no último ano houve equívoco na cobrança da tarifa na cidade.

A vida continua...

Enquanto os vereadores lidam com seus conflitos internos, com racha na base governista, manifestação, pedido de CPI, greves que desestabilizam as relações com o Executivo e propostas polêmicas que prometem esquentar os debates daqui em diante, a presidência anuncia uma melhoria: vai voltar a contratar estagiários.

Acordo

Campos Filho assinou um acordo com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) para a contratação de 18 estudantes universitários nas áreas de Direito, Tecnologia de Informação, História, Administração de Empresas, Economia, Ciências Contábeis e Relações Públicas.

A coisa tá feia

Mesmo com as boas notícias no Legislativo de Campinas, teve vereador que colocou a boca no trombone para denunciar a falta de água no gabinete na última terça-feira. Haja problema!

Só nas ligações

A pedido do prefeito Jonas Donizette (PSB), o deputado federal Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara, retirou de tramitação o projeto de lei 5.113, apresentado por ele em 2005, que acrescentava ao Aeroporto Internacional de Viracopos o nome do Papa João Paulo II. Segundo Sampaio, Jonas quer preservar a atual nomenclatura do terminal campineiro e por isso pediu a retirada da proposta. Ao que tudo indica, o peessebista tem feito várias ligações da Câmara dos Deputados para abolir de vez qualquer mudança no nome do aeroporto.  

Escrito por:

Milene Moreto