Publicado 13 de Agosto de 2013 - 21h56

A arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sofreu redução de 40,36% no mês de junho, na região de Ribeirão Preto, em comparação com igual período do ano passado. Considerando-se apenas o município, a queda foi menos, mas ainda considerável, de 29,12%. Na soma de arrecadação de todos os impostos, também houve queda, mas nada muito significativo. Os números são do Boletim Termômetro Tributário, elaborado pelo Centro de Pesquisas em Economia Regional da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Ceper/Fundace), que analisa mensalmente o comportamento da arrecadação federal no Brasil, na região e em Ribeirão Preto.

O boletim aponta que na região a arrecadação do mês de junho exibiu queda de 1% frente ao mesmo mês do ano anterior. No mês anterior (maio de 2012 em comparação com maio de 2013), esta queda havia sido maior, da ordem de 4,3%. No município de Ribeirão, junho registrou queda de 6,37% frente ao mesmo mês do ano passado.

O IPI também foi o que mais contribuiu para a redução. Porém houve queda na CSLL (1,32%) e no IRPJ (4,91%). Por outro lado, foram observadas elevações na arrecadação do PIS/PASEP (3,83%), no IRRF (12,29%) e na COFINS (5,23%).

Responsável pela pesquisa, o professor Sérgio Sakurai, da FEA/USP, aponta que a queda no IPI, que representa menor consumo de produtos industrializados, merece atenção, mas pode ter sido pontual. “Preocupará se nos próximos meses o comportamento for semelhante, o que não acredito. Podem ocorrer novas quedas, mas não da mesma magnitude”, afirma.

Para ele, um olhar mais confiável é para os números do acumulado do semestre, quando a queda é menor. “As medições mensais apresentam muita volatilidade. Na semestral vemos que a queda não é tão significativa”, diz Sakurai.

O professor ainda chama a atenção para o crescimento da produção industrial em junho, de 1,9% (segundo pesquisa mensal do IBGE), depois de uma queda de 1,8% em maio e crescimento de 1,8% em abril, todos de 2013, em comparação com 2012. Os maiores aumentos ficaram com bens de capital e veículos automotores.