Publicado 13 de Agosto de 2013 - 20h30

Em vídeo divulgado na internet, Ricardo Gama é levado pela polícia

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Em vídeo divulgado na internet, Ricardo Gama é levado pela polícia

Quem matou Ricardo? Esta é a pergunta que muitas pessoas estão fazendo em Santos, no litoral paulista. O assassinato aconteceu no dia 2 de agosto, quando Ricardo Gama, que era funcionário da Unifesp, foi executado com oito tiros na esquina de casa, no bairro Vila Nova. Para auxiliar na investigação, o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, Ricardo Barbante Trentini, esteve no 4º Distrito Policial de Santos, na manhã desta terça-feira (13).

O crime ganhou destaque pela denúncia de estudantes da Unifesp, que acreditam que policiais militares podem estar envolvidos no crime. Na internet, os alunos postaram um vídeo de Ricardo dentro de um carro da Polícia Militar. Os alunos afirmam que Ricardo foi levado pelos policiais depois de ter sido agredido pelos policiais.

Os universitários chegaram também a postar um texto explicando o caso nas redes sociais. O texto termina dizendo que "o Diretório Central dos Estudantes não se calará e se manterá em luta, junto da comunidade acadêmica e da classe trabalhadora contra a truculência e a violência policial contra a população pobre e trabalhadora. Não nos calaremos até que seja respondida a pergunta: Quem matou o Ricardo? E até que o Estado seja responsabilizado pelos seus crimes".

Em nota, a reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) manifestou publicamente pesar pelo assassinato do colaborador Ricardo Ferreira Gama, funcionário terceirizado dos serviços de limpeza do campus Baixada Santista desta universidade, e o repúdio à violência que se abateu sobre Ricardo, que atinge direta e indiretamente toda a comunidade acadêmica.

De acordo com a nota, a direção do campus também está em "diálogo com a Corregedoria da Polícia Militar de Santos para discutir o caso, os problemas de segurança pública da região e a situação de violência e violação de direitos humanos, vividas pelos estudantes e moradores do município".