Publicado 13 de Agosto de 2013 - 9h38

Por Da redação

Damião Alcântara, pai de dois alunos, em frente à escola estadual que está sem muro: sem controle de acesso

Gustavo Tilio/Especial para a AAN

Damião Alcântara, pai de dois alunos, em frente à escola estadual que está sem muro: sem controle de acesso

Fabiana Marchez

Yasmine Souza

Funcionários e pais de alunos da Escola Estadual Reverendo Eliseu Narciso, no DIC 3, em Campinas, reclamam de uma reforma inacabada que transformou a unidade de ensino em um canteiro de obras e está facilitando a entrada de pessoas estranhas no pátio, além de suspender as aulas de educação física dos estudantes. A obra começou em março e deve ser concluída em sete meses. Enquanto isso, os estudantes convivem com mato alto, entulhos, pichações, pregos expostos e corrimão enferrujado.

Segundo Damião Alcântara da Silva, pai de dois alunos, a maior preocupação é a falta de segurança. “A escola está sem muro e há suspeita até de tráfico de drogas dentro do pátio porque não tem como controlar quem entra e quem sai”, disse. O tapume colocado pela empresa que realiza a reforma foi retirado pela população durante as férias escolares.

Para os alunos, o que mais incomoda é a suspensão das aulas na quadra, que também passa por reforma. Com o fechamento da quadra, os estudantes acabam ficando dentro das salas de aula jogando cartas ou outros jogos de tabuleiro.

A estudante do 8 ano Marina Damasceno, de 13 anos, contou que eles não ficam sozinhos na sala, mas que ninguém é obrigado a participar das atividades. “Quem não quer jogar fica lá, sentado, fazendo nada. E se a gente faz muito barulho os professores passam tarefa”, disse Marina. O aluno Matheus Carvalho de Souza, de 13 anos, também não gosta de ficar sem as aulas na quadra. “A gente não gasta energia, fica dentro da sala de aula a semana toda”, afirmou.

Segundo os pais dos alunos, na semana passada foram realizadas reuniões para que a direção e os professores conversassem sobre a reforma. “Eles contaram que apenas 9% estão prontos e a previsão de entrega é em março de 2014, mas sabemos que não vai estar pronto”, afirmou a terapeuta Nilcélia Tocaceli.

Estado

A Secretaria de Estado da Educação esclareceu que a escola passa atualmente por uma grande obra que tem como objetivo melhorar a infraestrutura do ambiente escolar para os estudantes.

“Por conta da realização dos serviços, parte do muro foi derrubada provisoriamente para a execução das intervenções. O tapume instalado pela construtora foi vandalizado e a Diretoria Regional de Ensino de Campinas já acionou a empresa para recolocar a proteção em frente à unidade. Mesmo sem registro de ocorrências dentro da unidade, a diretoria de ensino, por precaução, solicitou o reforço do policiamento no local”, informou o órgão por meio de nota.

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