Publicado 11 de Agosto de 2013 - 5h00

Por Milene Moreto

iG - Milene Moreto

Cedoc/RAC

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Deram as mãos?

Após o início da rebelião de parte da base aliada do governo Jonas Donizette (PSB) na Câmara de Campinas, com a volta do recesso, o Executivo informa que as relações pacíficas foram retomadas. Integrantes de legendas como PMDB, PSDB, PCdoB e PTB estavam desgostosos com os atuais comandantes do Palácio dos Jequitibás e prometeram fazer frente à pauta governista. Mesmo com a possibilidade de tempos de paz, a união só será vista em breve, na aprovação das pautas governistas.

Alinhamento

Os interlocutores de Jonas disseram que houve uma conversa produtiva com todos os parlamentares na última semana após o “princípio de incêndio” na base governista, que hoje soma 26 vereadores. Uma das grandes reclamações foi a demora em atender às demandas da Casa. Para o Executivo, foi só um “descompasso”. Nada capaz de ameaçar os projetos “temidos” que vão cair no colo dos nobres edis nas próximas semanas e que devem gerar polêmica.  

A baixa

A única baixa já anunciada e esperada é de Artur Orsi (PSDB), que, em meio ao fogo cruzado, já se classificou como “independente”. Disse que não terá problemas para votar com o governo quando o projeto for bom, mas que não abrirá mão das críticas quando “houver necessidade”. 

Dentro

O governo municipal não reconhece a saída de Orsi de sua base aliada. Para os integrantes da gestão de Jonas, o tucano ainda permanece ao lado do prefeito e dos seus secretários.

 

A coluna do meio

Vale lembrar que, no meio do segundo mandato do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT), bem antes da crise que assolou seu governo, um grupo chamado de G-11 também abandonou a base sob a justificativa de se manter independente. Na época, o movimento, que aglutinou os dissidentes, foi fomentados pelos vereador José Carlos Silva (PMDB), Rafa Zimbaldi (PP) e Cidão Santos (PPS).

 

Derrotas

Na época, o governo sofreu derrotas na Casa. Do outro lado, os parlamentares perderam cargos e até a função de lideranças nas bancadas do legislativo.

 

Entrou mudo, saiu calado

Em meio a uma crise no governo do Estado de São Paulo, por conta da suspeita de formação de cartel nas obras do metrô, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve ontem em Campinas para o Fórum Regional de Campinas. Mas ele não estava para conversas. A estratégia do governador foi discursar para os empresários e políticos, anunciar obras e, principalmente, evitar a imprensa. Ao final, ele saiu sem se pronunciar e foi embora.

 

Reparos

O final de semana na Câmara de Campinas foi de manutenção e restauro do plenário, para que o local esteja pronto a tempo de receber a sessão prevista para amanhã. Os funcionários trabalharam na recuperação da madeira da tribuna, da mesa diretora e na remoção do revestimento pichado pelos ativistas. Alguns mobiliários danificados como cadeira e mesas deverão ser substituídos amanhã. 

Hélio e suas contas

A Câmara de Campinas parece não sossegar enquanto não houver a votação de todas as contas reprovadas do pedetista Hélio de Oliveira Santos, cassado em 2011. E vem mais uma por aí. Na sessão marcada para a próxima quarta-feira, o parecer do Tribunal de Contas referente ao exercício de 2008 do ex-prefeito está na mira. A Câmara reprovou este ano as contas de Francisco Amaral (PMDB), Izalene Tiene (PT) e também do pedetista. Políticos com contas reprovadas pelo Legislativo ficam inelegíveis por oito anos.

 

 

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Milene Moreto