Publicado 09 de Agosto de 2013 - 22h06

Condutores  em frente da garagem da empresa de ônibus VB

Carlos Sousa Ramos/AAN

Condutores em frente da garagem da empresa de ônibus VB

As empresas concessionárias VB Transporte, Campibus, Onicamp e Itajaí informaram na noite desta sexta-feira (9) que vão começar a demitir por justa causa funcionários que não voltarem a trabalhar. O anúncio foi feito depois de motoristas e cobradores recusarem a terceira proposta da VB Transporte, em que a companhia aceitava reduzir o valor cobrado pelo convênio da Amil de R$ 79,99 para R$ 71,00, mesmo preço da empresa anterior, Assimédica. Com o subsídio da empresa, os empregados pagariam em torno de R$ 25,00 por membro da família pelo benefício, dependendo da idade e condições de cada usuário.

A companhia se comprometeu ainda em fazer uma nova cotação no setor de convênio médico até o dia 20 para apresentar ao Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região.

Além disso, até o dia 30, a empresa informou que todos os exames médicos, simples ou complexos, e as consultas que excedam a quantidade estipulada em contrato com a Amil, não seriam cobrados.

Mas a proposta não satisfez os funcionários que estavam concentrados na garagem da VB-3, a linha verde, no bairro Botafogo. "Nós queremos que eles se comprometam a voltar o valor anterior sem limites de consulta e sem novas cotações. A empresa está nos enrolando", disse um motorista de ônibus ao Correio, que não quis se identificar.

Os funcionários que pararam não aceitam o comando da direção Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região e fizeram um abaixo-assinado para que eles deixam o órgão. Existe uma briga política pela coordenação da associação. Por isso, os empregados contrataram dois advogados de Campinas para representá-los no caso.

Negociações

No começo da tarde, a empresa havia informado que iria suspender a cobrança dos funcionários no pagamento do plano de saúde durante 30 dias. Mas uma hora depois soltou outra nota oficial e propôs novos valores de coparticipação nos convênios, de R$ 37,99 para motoristas e R$ 16,54 para cobradores. A proposta final foi apresentada somente às 19h.

A assessoria de imprensa da Transurc, da qual a VB é associada, informou que a paralisação não tem respaldo legal, porque não houve aviso de greve. Por isso, a associação considera as faltas um ato de indisciplina injustificável.