Publicado 09 de Agosto de 2013 - 11h26

Diretora Maria Caiado explica onde serão as mudanças no ramal férreo

Rodrigo Zanotto/Especial para AAN

Diretora Maria Caiado explica onde serão as mudanças no ramal férreo

A Prefeitura de Campinas criou quinta-feira (8) um grupo de trabalho para apurar a situação e a falta de segurança na malha ferroviária que corta o município. Apesar de ter sido oficializada somente ontem, com publicação em Diário Oficial, a equipe foi formada em janeiro e já finaliza um projeto junto à América Latina Logística (ALL) que irá criar 12 passagens de nível no ramal férreo em pontos de grande circulação de pessoas.

A intenção é regularizar as travessias e evitar acidentes que envolvam pedestres que atravessam o ramal. Em três dias, na última semana, três pessoas foram atropeladas e uma morreu nos trilhos nas cidades de Hortolândia, Sumaré e Valinhos. Em Campinas, o acidente mais recente ocorreu em abril, no Parque Shalom, quando um estudante de 15 anos sofreu uma fratura na cabeça.

A equipe é formada por representantes de oito secretarias (Planejamento e Desenvolvimento Urbano; Assuntos Jurídicos; Infraestrutura; Habitação; Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública; Gestão e Controle; Verde e Desenvolvimento Sustentável; Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas - Emdec) e foi criado após o Ministério Público Federal (MP) abrir inquérito para investigar os acidentes nos ramais férreos que cortam as cidades de Campinas, Sumaré e Hortolândia. O documento, que está sendo finalizado, será apresentado ao MP que solicita melhorias, não só à empresa concessionária da linha, mas também aos municípios.

Rampas

“A cidade tem muitos bairros cortados pelo ramal férreo e a maioria dos acidentes envolve pedestres. O inquérito pede que as prefeituras, junto com a ALL, resolvam isso. Pede para encontrarmos soluções como fechar locais onde as pessoas não devem atravessar usando tela, muro ou alambrado, e onde for possível, adequar uma travessia em nível, com bastante informação e referência para que seja seguro”, explicou uma das coordenadoras do grupo e diretora de planejamento da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Maria Célia Silva Caiado.

Ela explicou que foram feitas vistorias e o mapeamento dos trechos com mais risco nos bairros mais populosos do entorno do ramal, com escola, unidades de saúde e onde houve acidentes. “Nos preocupamos em fazer esses pontos nos locais já utilizados pela população para a travessia”, afirmou. Cinco dos 12 pontos avaliados ficam no Jardim Samambaia, outros cinco no Jardim Florence, um na região da Ponte Preta e outro no bairro Boa Vista. “A ALL foi a responsável por fazer o projeto que será custeado entre Prefeitura e empresa.”

O projeto contempla rampa de acesso, direcionadores de fluxo de pedestres (pequenas muretas que impedem que as pessoas atravessem em locais proibidos), vedação para impedir a travessia em pontos próximos aos locais corretos, sinalização chamativa, além de calçar ou concretar frestas nos trilhos onde as pessoas atravessam. “A Prefeitura também irá fazer a urbanização do entorno dos acessos. Hoje, as pessoas atravessam o mato, sobem e descem morros para chegar na travessia.” O próximo passo é apresentar o projeto ao MP. O custo das melhorias não foi revelado e será dividido entre Prefeitura e concessionária.