Publicado 09 de Agosto de 2013 - 11h09

Por Milene Moreto

A presença de assessores e vereadores no plenário em conversas com os manifestantes, durante a ocupação da Câmara, fez com que a Casa tomasse a decisão de avaliar a participação de pessoas ligadas ao Legislativo no ato — que resultou na depredação do plenário. O presidente, Campos Filho (DEM), prometeu exonerar servidores caso seja comprovada alguma ligação com o movimento.

O vereador Marcos Bernardelli (PSDB) apresentou à Corregedoria da Casa um pedido de abertura de investigação. No documento, caso seja comprovada a ligação de funcionários e vereadores, o legislador pede a punição que poderá acabar, no caso de vereadores, em processo de cassação.

Campos e Bernardelli não falam em nomes, mas durante as manifestações, Pedro Tourinho (PT) e Paulo Bufalo (PSOL) foram até o plenário em algumas ocasiões conversar com os ativistas. Os dois também estiveram no 4 Distrito Policial, para onde foram levados os manifestantes, e acompanharam a qualificação dos envolvidos. Tourinho disse que se sente tranquilo em relação à investigação, e o que houve no plenário foi uma tentativa de diálogo.

Para Bufalo, cujo partido tinha militantes de seu partido entre os manifestantes, a atitude da Casa em investigar a presença de assessores ou até mesmo a ligação de vereadores com o movimento é um equívoco. “Quem buscou amenizar, quem buscou diálogo e saídas para o entendimento e também traçar caminhos para que a Câmara estabeleça uma relação com as ruas, eles (vereadores) preferem punir”, disse.

O parlamentar afirmou também que “não há o que temer”, uma vez que o movimento foi composto por diversos segmentos. Durante a manifestação, Campos Filho fez uma tentativa de dialogar com o movimento. Os ativistas, no entanto, se recusaram, sob a justificativa de que os vereadores não os representam.

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Milene Moreto