Publicado 26 de Agosto de 2013 - 16h33

A editora Lalá Ruiz acaba de chegar da Europa, onde foi conhecer os famosos outlets, shoppings com preços populares que tanto fazem a cabeça dos brasileiros. Aliás, comprar é o que muitos de nós mais apreciamos fazer quando vamos ao Exterior. Mas, será que é preciso comprar o mundo?

Confesso que, quando viajo de férias, planejo meus gastos dando peso maior a visitas culturais do que a compras. Comprar é ótimo, sem dúvida, ainda mais produtos que não encontramos no Brasil e com preços que jamais pagaremos por aqui devido a tantos impostos. Só que trazer o mundo na mala é um risco.

A Polícia Federal tem estado mais alerta para quem tenta entrar no País com compras além do limite permitido de 500 dólares. E, cá pra nós, para quem gosta de gastar de verdade, 500 dólares é só o começo de uma boa compra. Então, será que vale a pena correr o risco de ter produtos apreendidos ao desembarcar no Brasil? Quem não resiste às frustrações consumistas, o jeito é declarar tudo, pagar impostos e não ter dor de cabeça. Para quem pensa em burlar o sistema, desejo sorte.

Além disso, muitos viajantes perdem mais tempo alucinados em comprar do que propriamente conhecendo o destino. No final das contas isso é frustrante. Imagine-se em uma roda de amigos e alguém te pergunta se você foi ver uma exposição ou se conheceu algum lugar pitoresco e você tem que dizer que não. Aí você começa a perceber por exemplo, que foi a Nova York mas nem viu a Brooklyn Bridge, ou foi a Londres e nem passou perto da Estação Vitória.

Será mesmo que você foi a Nova York ou Londres? O corpo pode até ter ido, mas a mente sequer esteve lá. O que eu digo para este tipo de turista é que tente dosar um pouco ambas as atividades. Se a viagem dura uma semana, dedique dois dias inteiros para realizar os sonhos consumistas. Nos outros três, vá conhecer a cidade, pontos turísticos, vida cultural, gastronômica etc. Você terá o bom dos dois mundos e ainda não vai passar vergonha quando perguntarem o que você viu de bom na viagem. E outra, gaste, mas gaste com consciência, principalmente se for utilizar o cartão de crédito. Na volta ao Brasil, aquela promoção tão incrível pode ficar desinteressante quando aplicados os impostos cobrados para quem usa crédito lá fora.

Melhor avaliar, mas antes de tudo, aproveitar a viagem, sempre!