Publicado 12 de Agosto de 2013 - 7h58

Uma pergunta que normalmente recebo é sobre vacinação em viagens ao Exterior. Eu sou mineiro e, como bom filho das Minas Gerais, sou extremamente precavido. Além de arrumar as malas uma semana antes da viagem e chegar com muita antecedência da partida de um voo, também prefiro estar com minhas vacinas em dia. Vai saber se pinta uma promoção de última hora para algum lugar que exija ou que seja necessário ter tomado essa ou aquela imunização.

Por isso, mesmo sem precisar, tenho minha caderneta de vacinação sempre atualizada. É claro que antes consultei um infectologista para saber se poderia me imunizar e que efeitos colaterais poderia sofrer. Se você pensa em se vacinar, é imprescindível procurar um médico antes. Estou falando de mim, pessoa que acredita piamente que o seguro morreu de velho.

Porém, a imunização, às vezes, é uma escolha; em outras, imposição, e até necessidade. A imposição, normalmente, é do país que vamos visitar. Normalmente, para os brasileiros, pedem vacina contra febre amarela, mas podem exigir outras, variando de país a país. Ou seja, o estrangeiro só pode entrar naquele país com documentação e carteira de vacinação. E não tente desembarcar sem ela. Até existem países que, na falta do registro, aplicam ali mesmo, antes da imigração.

Já outros colocam o estrangeiro de volta no primeiro voo. Então, para que correr riscos? Se o país para onde você viaja exigir vacina, o mínimo que se pode fazer é tomar e ponto final. A necessidade vai, muitas vezes, de você pensar nas condições sanitárias e da natureza do destino. Imagine se a viagem for para a Amazônia. É natural que ali vivam insetos com os quais você nunca teve contato e que transmitem malária e febre amarela, entre outras doenças. Por que se expor ao perigo? Para que terminar precocemente uma viagem linda (e correr risco de adoecer) só porque não se programou (ou não deu atenção) para a importância da vacina? Imunizar-se também é importante em países com problemas sanitários em que, principalmente, a água está contaminada.

A forma básica de não correr riscos é tomar sempre água mineral. Mas, e na hora de comer? Como saber se a carne ou a água do preparo estão ou não contaminadas? Mais uma vez, a vacina mostra sua importância. Por isso, melhor é não se arriscar. E tenha certeza que os efeitos colaterais são bem pequenos se comparados ao que uma doença pode causar.