Publicado 13 de Agosto de 2013 - 20h44

Crianças apresentam tradições indígenas em apresentação do coral

Divulgação

Crianças apresentam tradições indígenas em apresentação do coral

O Projeto Tirando de Letra traz ao Sesc Ribeirão Preto nesta quinta (15) e sexta-feira (16), a apresentação do coral “Crianças e danças indígenas”, formado por crianças e jovens da aldeia Tenondé Porã, se apresenta às 16 horas, na Área de Convivência da unidade.

O evento consiste na realização de passos e da luta Tiondaro em forma de brincadeiras para crianças, apresentação do Coral Ara Ovy (Céu Azul) com peças musicais do idioma guarani interpretadas por crianças, adolescentes e jovens músicos indígenas da Aldeia Guarani Tenondé Porã. O grupo é formado pelo mesmo elenco da demonstração da Corrida de Toras com um atleta da Etnia Xavante, que acontece no dia 17, sábado, às 10h30 no Parque Ecológico Dr. Maurílio Biagi.

Os Indígenas Guarani cantam e dançam objetivando a proteção dos Deuses. Esta é uma dança para "Nhanderú" na aldeia Tenondé Porã. Em guarani, "Nhanderú etê" significa "Deus Verdadeiro". É o Deus de forma humana cujos olhos refletem a infinidade das cores. Onde aparece, reflete luz. Vaga pelo cosmos num veículo voador chamado "Bairý". "Nhanderu ete" percorreu o "Nhe'ê Rekuagui", o "lugar das almas", o mundo dos espíritos. De lá trouxe "Nhande ypy", o "Primeiro Homem", transportando-o em seu "Bairý" até a Terra.

Exposição DANIEL MUNDURUKU E OUTRAS GENTES

Utilizando-se de recursos cenográficos, tecnológicos e elementos lúdicos, a exposição apresenta a vida e a obra de Daniel Munduruku e coloca o visitante em contato direto com os temas abordados pelo autor que, como um autêntico representante das sociedades indígenas brasileiras, faz de sua literatura um eco que nos lembra, a todo momento, que as comunidades indígenas estão vivas e se organizam para manterem suas raízes, suas tradições, suas crenças e o espírito ancestral que norteia o ser indígena.

Esta literatura indígena, extraída ora da realidade, ora das lembranças do escritor, e formatada em histórias vividas ou ficcionais, não é apenas literatura: é mais um instrumento da memória e da cultura indígena; é representação da oralidade; é um testemunho legítimo, em forma de livro, de gentes que, até hoje, se organizam e vivem a partir das ideias de comunidade, integração e pertencimento ao meio natural.

Serviço

Horários da sala (projeção e contação de histórias) aos finais de semana:

Sábados, às 11h, 14h30 e 17h15.

Domingos e feriados, às 13h e 16h.

Visitação até 8/9, de terça a sexta, das 13h30 às 21h30.

Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

Horário especial para visitação de grupos escolares: de terça a sexta, das 9h às 17h30. Informações e agendamento pelo email [email protected]

Grátis