Publicado 27 de Agosto de 2013 - 5h00

Por Agência Anhanguera de Notícias

Brad Wilk (Rage Against the Machine) faz um competente trabalho nas baquetas, coadjuvando os mestres Ozzy, Tony Iommi e Geezer Butler

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Brad Wilk (Rage Against the Machine) faz um competente trabalho nas baquetas, coadjuvando os mestres Ozzy, Tony Iommi e Geezer Butler

Jorge Ribeiro Neto*

Especial para a Agência Anhanguera

O Black Sabbath, quem diria, voltou à crista da onda com o aguardado novo álbum, 13. Na verdade, o álbum em si é a novidade, sendo o primeiro de estúdio com Ozzy Osbourne no vocal desde Never Say Die! (1978). Afinal, entre idas e vindas, o Sabbath esteve em turnê com a formação original — incluindo Bill Ward na batera — até 2005. Não é o caso de 13, cuja turnê inclui o Brasil — o que, por aqui, reveste o lançamento de importância.

É um bom álbum? Sim. Muito bom. Mas que não traz nada de novo. Brad Wilk (Rage Against the Machine) faz um competente trabalho nas baquetas, coadjuvando os mestres Ozzy, Tony Iommi e Geezer Butler. Faltou Bill Ward. Em que pesem as reconhecidas limitações físicas do velho batera, o anúncio da volta da formação original, secundado pela substituição de Ward — em razão de controversas questões contratuais — frustrou e muito os verdadeiros fãs do Sabbath.

De qualquer forma, 13 agrada. E muito. As referências sucedem-se. A começar pela primeira faixa, End of the Beginning — um petardo, cujo início remete à clássica Black Sabbath, do primeiro álbum da banda, de mesmo nome. Na sequência, God Is Dead? mantém o nível, que cai com Loner. A acústica Zeitgeist lembra Planet Caravan. Incrível, mas até a fase com Ronnie James Dio no vocal é evocada. É só ouvir Age of Reason. Live Forever é uma das melhores, com refrão arrastado. A jazzística Damaged Soul parece ter vindo do experimental Never Say Die!. Desse álbum também vem a referência da faixa Methademic, uma das mais rápidas, que consta apenas da versão deluxe de 13. Ao ouvir o riff inicial, não há como não lembrar de Johnny Blade.

O bom e velho produtor Rick Rubin foi sábio ao reproduzir as alternâncias de ritmo características do Sabbath. E ressaltar o baixo demolidor de Geezer, ponto alto de todo álbum. Mas a intenção de reproduzir a crueza dos primeiros álbuns é frustrada pela inevitável evolução tecnológica. Afinal, é impossível emular os primários equipamentos com os quais foram gravados os clássicos álbuns da banda, entre 1969 e 1972.

Assim, o Black Sabbath volta com um bom álbum, galvanizado pela enorme expectativa dos fãs e por um marketing agressivo e eficiente. A rigor, o resultado pouco acrescenta a uma trajetória de altos e baixos, mas que invariavelmente, independentemente da formação, trouxe a marca do heavy metal de qualidade.

* Jorge Ribeiro Neto é jornalista

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