Publicado 10 de Agosto de 2013 - 16h38

Milene Moreto, colunista xeque mate

AAN

Milene Moreto, colunista xeque mate

Vai bem, obrigado!

Mesmo diante do caos provocado pela greve dos motoristas de ônibus ontem, da paralisação dos agentes da Emdec e da Saúde, e do quebra-quebra na Câmara para cobrar transparência no Transporte na cidade, os interlocutores do governo do prefeito Jonas Donizette (PSB) são categóricos ao afirmar que a atual gestão vai muito bem diante dos problemas enfrentados até agora. Os fornecedores estão em dia, os investimentos caminhando e com melhorias para o serviço público.

 

É do outro

Sobre as mobilizações dos agentes de saúde e também na Guarda Municipal, o secretário de Relações Institucionais, Wanderley Almeida, disse que se trata de pautas e promessas feitas na gestão passada, nas mãos do ex-prefeito Pedro Serafim (PDT), e que passam agora a ser discutidas por Jonas. No caso da Emdec, Wandão disse que todas as possibilidades de negociação foram esgotadas e que o assunto agora está na Justiça.

 

Pressão

Apesar da pressão dos movimentos grevistas e dos manifestantes insatisfeitos com a política na cidade, Wandão disse ontem que Jonas não pretende colocar em prática sua primeira reforma no secretariado. Nos últimos dias, alguns nomes passaram por desgaste, como o do presidente da Emdec, Sérgio Benassi, que tem assistido à queima de bonecos com seu nome pelas ruas de Campinas.

 

É cara fechada

Para os integrantes do governo, Benassi é sisudo, não tem um perfil dos mais simpáticos, mas atua de forma eficiente na função.

 

Setores de conflito

Apesar de não atestarem uma reforma no secretariado, Wandão disse que algumas pastas enfrentam dificuldades e citou a área de Urbanismo como uma das que está em conflito, segundo ele, para uma readequação. O secretário de Relações Institucionais disse que a chefe da pasta, Silvia Faria, tem total apoio do prefeito para efetuar as mudanças no setor. Na Saúde, Wandão analisa que a situação já passou por uma grande melhora após o Executivo ter solucionado a questão do convênio com o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira.

 

Ressaca...

Enquanto isso, os vereadores de Campinas amargam uma ressaca pós-protesto. O clima nas próximas sessões promete ser quente no que diz respeito à pauta dos Transportes.

 

Ficamos espertos!

Apesar de os manifestantes não terem agendado nenhum novo protesto na Câmara na próxima segunda-feira, o presidente da Câmara, Campos Filho (DEM), se preveniu e já pediu reforço da Guarda Municipal e da Polícia Militar (PM). O motivo é claro: o democrata levou a culpa pela ocupação do plenário pelos manifestantes por não ter providenciado segurança suficiente e virou alvo de ataques de parte de seus colegas. Os parlamentares só se esqueceram que o protesto tem relação com o conjunto da obra.

Na mira

O deputado federal Guilherme Campos (PSD) foi alvo de uma tentativa de assalto ontem em sua casa. Por volta de 8h30 a empregada notou uma pessoa estranha próxima à residência e chamou a polícia, que prendeu o assaltante. Para fazer o boletim de ocorrência, em Valinhos, o deputado conferiu a situação de abandono das delegacias do Estado de São Paulo. “Infelizmente, as delegacias dependem da ajuda das prefeituras que colocam funcionários à disposição, alocam recursos e fazem o papel que deveria ser de responsabilidade do governo do Estado”, afirmou.