Publicado 11 de Agosto de 2013 - 0h00

Colunista Nelson Jacintho

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Colunista Nelson Jacintho

Nós de Ribeirão Preto e as pessoas de todo o Brasil sabemos que a nossa cidade é uma das mais ricas e progressistas do país. O progresso aparece em quase todos os setores. A exceção é a assistência à saúde, melhor dizendo, o combate às doenças. Infelizmente este é o grande mal que atinge o país e Ribeirão não conseguiu eximir-se desse pecado global. Podemos dizer, entretanto, que apesar disso, temos muitos privilégios por ter grandes hospitais e um corpo médico de reconhecido valor. Isto faz uma grande diferença comparando-a com as demais.

Hoje não vou falar de saúde e doença! Vou falar sobre a atuação dos escritores da cidade e da região, e suas participações na vida cultural de nossa urbe. O valor do escritor ribeirão-pretano e regional já foi demonstrado por várias vezes durante a Feira Nacional do Livro. Como coordenador do Movimento dos Escritores de Ribeirão Preto e Região junto à Feira do Livro, venho vivenciando a participação extraordinária desses escritores nessa feira. Elogios de todos os tipos e tamanhos vieram a mim, de escritores e de leitores, sempre no sentido de exaltar o escritor ribeirão-pretano e o regional. O sucesso tem sido total! Poucas pessoas, por motivos ignorados, têm a mania ou a necessidade doentia de tentar apagar o sucesso alcançado por nossos escritores. Os desmotivados comentários em detrimento dos nossos escritores tiveram vida curta e morreram nos vales do esquecimento. Vingou o que realmente deveria ter vingado: o estímulo para que na próxima Feira do Livro se atinja o mesmo sucesso. Os escritores não deram a mínima atenção aos raquíticos comentários desabonadores!

Como Escritor Homenageado da Feira do Livro quero fazer uma chamada aos nossos escritores. O escritor ribeirão-pretano e regional, salvo algumas ótimas exceções, está muito restrito em suas aparições. Poucos escrevem em jornais, poucos dão palestras para mostrar os seus trabalhos. Poucos aparecem. Achamos que os escritores precisam sair de seus casulos. As borboletas dentro dos casulos são lindas, mas não mostram a sua beleza, não voam, não brilham ao sol! Você escritor que tem um ou mais livros, não fique esperando as feiras das cidades! As feiras são ótimos lugares para se levar os livros, e devem ser incentivadas, mas a concorrência é enorme! Tenho amigos que não conseguem vender seus livros nas feiras, simplesmente por que não são conhecidos. Temos de mostrar a nossa cara!

Em Ribeirão Preto há inúmeras maneiras de apresentarmos trabalhos literários. As entidades literárias, os clubes de serviços, as escolas de ensino fundamental, médio e superior carecem da presença de escritores. Os concursos de poesia, conto, crônica, trovas e outras modalidades literárias estão presentes por todo o país. A Secretaria da Cultura e da Educação estão de portas abertas para os escritores, assim como a Fundação Instituto do Livro. Este Instituto está fazendo um trabalho belíssimo todos os domingos no Parque Maurílio Biagi a partir das nove horas da manhã. Vá conhecê-lo! Alguns escritores vão para lá às 11 horas para apresentarem seus trabalhos. Edvaldo Arantes, presidente do Instituto do Livro está convidando todos os escritores para que lá compareçam aos domingos às 11 horas da manhã.

O Parque está maravilhoso e ensolarado! Vale a pena passar “Uma Hora no Parque todos os Domingos”! Tenho certeza de que você vai passar momentos muito agradáveis passeando pelo parque e lendo seu trabalho literário para os colegas escritores e para outras pessoas que lá comparecem.

Escritor crie o hábito de ler em público, mostre seu trabalho, não deixe para o outro domingo o que você poderá fazer neste! Você vai ver quantos frutos você apanhará nesse parque maravilhoso no chamado Ponto de Leitura! É subindo o primeiro degrau que se sobe a escada!