Publicado 11 de Agosto de 2013 - 5h00

A tradicional porção ainda tem seu lugar de honra, mas agora divide as atenções com o pastel de joelho com catupiry, um concorrente de peso

Henrique Nunes/AAN

A tradicional porção ainda tem seu lugar de honra, mas agora divide as atenções com o pastel de joelho com catupiry, um concorrente de peso

O assunto surgiu naturalmente quando nos juntamos ao Valmir na mesa que fica na entrada da casa: quais são os critérios que definem um boteco de verdade? Qual a diferença entre um barzinho e uma birosca legítima? As questões nem precisaram ser respondidas. Bastou olhar ao redor, observar o entra e sai da freguesia, acompanhar o levantamento ininterrupto de copos de cerveja (de garrafa) e sentir o aroma que saía da cozinha para ter certeza de que estávamos num dos poucos lugares da cidade que ainda conservam a alma de boteco: o Rei do Joelho. Valmir, humilde como os bons proprietários devem ser, sabe que a casa não chegaria aos 20 anos (que se completam oficialmente em 2014) não fosse o Rei do Joelho um representante legítimo dessa rara espécie. E as razões são muitas. Começa pela presença obrigatória do dono, passa pelas opções exclusivas do cardápio e culmina na celebração diária da multidão que não vai embora para casa sem bater ponto na birosca – há três meses, o estabelecimento começou a servir um disputado almoço executivo que tem antecipado a ida dos clientes ao bar.

Outro critério, ainda que não seja obrigatório, é a invenção, de tempos em tempos, de receitas que tenham a ver com o cardápio original, mas que soam como novidades. Porque no Rei do Joelho o que há de melhor é o próprio... joelho de porco. Mais de 700 quilos do corte saem mensalmente da cozinha em três versões. Agora, porém, a tradicional porção ganhou um concorrente de peso: o pastel de joelho com catupiry. Nem pense em fazer cara feia, porque basta provar uma única unidade para ter certeza que o petisco fará enorme sucesso. No mínimo, pelos próximos 20 anos.

REI DO JOELHO

Rua Doutor Oswaldo Cruz, 137, Guanabara, f. (19) 3255-2017. Aberto de segunda a sexta-feira, das 11h às 23h;

aos sábados, até as 16h.